segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Assim como está escrito... acontecerá, quer você creia quer não.


2 Pedro 2.1-3.18

E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2  E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
3  E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
4  Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;
5  E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
6  E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;
7  E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis
8  (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas);
9  Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados;
10  Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades;
11  Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.
12  Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção,
13  Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;
14  Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição;
15  Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça;
16  Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta.
17  Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva.
18  Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro,
19  Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.
20  Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se lhes o último estado pior do que o primeiro.
21  Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;
22  Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.
1  AMADOS, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero;
2  Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador.
3  Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,
4  E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.
5  Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste.
6  Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio,
7  Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios.
8  Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9  O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10  Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.
11  Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
12  Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
13  Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.
14  Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.
15  E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada;
16  Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.
17  Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza;
18  Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.

(pregação do apostolo Pedro. Qualquer ensinamento que vai contra este é pura heresia.)

domingo, 7 de julho de 2013

O que é ética cristã?

            Diante de tantos debates e de tantas convicções diferentes e, talvez, diante de tantas dúvidas que surgem neste século, onde a maioria das pessoas não sabe mais o que é certo ou o que é errado, diante da postura de algumas igrejas que tendem a se parecer mais com um clube, um circo ou mesmo uma empresa, do que propriamente com uma igreja, parece que a ética cristã não faz mais parte do currículo cristão ou a ética cristã neste século sofreu uma aculturação. Pode a ética cristã sofrer aculturamento? A partir dessa situação, faço uma meditação sobre o tema ética e igreja.
          A partir do site http://www.mackenzie.br/7153.html  encontrei algumas definições de ética - palavra originada do grego (èthike) que significa "modo de ser" ou "caráter"; define o conjunto de preceitos sobre o que é moralmente certo ou errado; pode ser entendida por costume ou propriedade de caráter ou, ainda, investigação geral sobre aquilo que é bom. A ética existe em todas as sociedades humanas como um conjunto de regras, princípios ou maneiras de pensar, as quais guiam as ações de um grupo em particular (moralidade) ou um estudo sistemático sobre como devemos agir (filosofia moral).
            Uma pessoa é ética quando se orienta por princípios e convicções. Dizemos que tem caráter e boa índole.
          Ética e moral, ambos se referem ao conjunto de valores e princípios que norteiam a conduta humana. Entretanto, têm as seguintes diferenças:
             Ética representa normas escritas e editadas. Ser ético é obedecer a normas editadas.
          A Moral representa reação psicológica. Quando alguém pratica ação imoral provoca reação de rejeição no meio social.
      Esta norma ética é imoral! (ou seja, embora previsto em lei ser correta acabou provocando reação de rejeição no meio social).
           A ética cristã tem elementos distintivos em relação a outros sistemas. O teólogo Emil Brunner declarou que “a ética cristã é a ciência da conduta humana que se determina pela conduta divina”. Os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres humanos.
           Em um sentido geral, podemos dizer que um ser humano é ético quando vive de acordo com as normas editadas e que determinam o modo de vida de cada sociedade, grupo de pessoas ou empresas, definindo o que é certo e o que é errado. Sendo assim para sermos éticos temos que nos adaptar às normas editadas pelo grupo de pessoas onde nos encontramos, temos que nos adaptar segundo a cultura de cada povo.
       Dessa maneira, eu só seria antiético ao desrespeitar o modo de vida das outras pessoas. Entretanto, como nem todo mundo é cristão, ou seja, como nem todo ser humano quer estar sujeito às orientações de Deus, paramos diante de duas estradas e, portanto, temos que tomar uma decisão: ou ignoramos as orientações de Deus (ética cristã), ou nos tornamos uma pessoa mascarada, de duas caras; optamos por viver como um camaleão ou, ainda, esquecemos que a Bíblia é a Palavra de Deus e que Deus existe - assim, eu mesmo defino as normas de vida de uma sociedade). Dessa maneira, extinguimos a ética cristã.
            O teólogo Emil Brunner faz uma definição muito coerente quando diz que a ética cristã é a ciência da conduta humana que se determina pela conduta divina. Creio que esta afirmação não geraria nenhuma polêmica se todos os seres humanos do nosso século que se dizem ser cristãos ainda acreditassem que a Bíblia é a Palavra de Deus. Porém, como para muitos a Bíblia somente contém a Palavra de Deus, também fica difícil dialogar, pois, nesse caso, quem seria a pessoa certa para determinar ou dizer o que na Bíblia é Palavra de Deus e o que não é Palavra de Deus?
            Creio que a Bíblia é a Palavra de Deus e a vida da Igreja deve estar fundamentada nos ensinos da Palavra de Deus.
        O que seria então para um cristão a ética cristã? Se for ético é obedecer a normas editadas, para o cristão é o obedecer a normas ditadas por Deus (os seus mandamentos). Não falo somente dos 10 mandamentos, mas de todos os ensinamentos de Cristo que se encontram na Bíblia. É por isso que o cristão é chamado a ser sal e luz no mundo, pois seu estilo de vida é para ser baseado na vontade de Deus, não segundo o pensamento de um grupo de pessoas que cria as suas próprias normas.
        Em 1 Jo 5.2-4 diz: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados”.
          A ética cristã é determinada pela Palavra de Deus. 1 Jo 1.5 – 2.5 diz: “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.  Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele”.
           Ética cristã não é nada mais do que ter uma vida coerente com a Palavra de Deus, como diz o texto acima: “Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade”. Portanto, se alguém afirmar que é cristão, mas no cotidiano apresentar uma vida totalmente fora da vontade de Deus (Mt 7.21; Rm 1.18-32; 1Co 6.9,10; Gl 5.10-21; Ap 22.15), este está também tomando parte na falta de ética cristã.   
          Portanto amados irmãos em Cristo, quando nós confessamos Cristo como Senhor e Salvador estamos reconhecendo que nosso modelo de vida está baseado nele, na sua forma de falar, agir e (con)viver. Nele, através da ação do Espirito Santo, somos feitos novas criaturas (2Co 5.17), nossos princípios e convicções passam a ser os seus ensinamentos e, dessa maneira, é que demonstramos nossa postura ética ou antiética. Como cristãos, estamos sendo éticos ou antiéticos em nosso modo de viver?
                                                                                  Irio Edemar Genz

domingo, 16 de junho de 2013

O que julgamos: Intenções ou atitudes?

         A intenção do coração do ser humano só ele mesmo conhece; nenhuma outra pessoa pode dizer qual foi sua verdadeira intenção ao falar ou apontar para algo. Para alguns, numa mesma atitude, posso estar julgando; já para outros, posso estar demonstrando amor. Isso depende do ponto de vista de cada um, de como prefiro ver a declaração do outro. Creio que, quando alguém aponta um pecado de outra pessoa, está falando de um fruto visível na vida dela, estando baseado naquilo que as Escrituras apontam como sendo pecado. Agora, quando alguém aponta para a intenção do coração daquele que apontou o pecado já está julgando – não uma atitude (fruto visível), mas algo que ele não conhece, algo que só a Deus pertence. Vejamos:

         Mateus 14 – Será que João Batista perdeu a sua cabeça por gostar de apontar o pecado de Herodes? Será que João Batista gostava de apontar o dedo no nariz de Herodes? Será que João Batista estava pensando no futuro de Herodes? Alguns vão dizer que o ato de João Batista é de um homem que gosta de julgar os outros, que só enxerga o cisco no olho do irmão, mas não vê a trave que esta no seu próprio olho. Outros vão dizer que o ato de João Batista foi um ato de amor ao próximo, pois João Batista estava também preocupado com a vida espiritual de Herodes.
         Será que falar sobre pecado ou chamar a atenção do pecador é sinal de julgamento? Ou falar sobre pecado e chamar a atenção dos pecadores é um ato de amor para com os pecadores não arrependidos?
         Quando Jesus chamou os escribas e fariseus de hipócritas em Mateus 15.7; 23.13-15; 23.23; 24.51, ele estava julgando ou estava admoestando?
         Quando Paulo fala em Gálatas 5.19-21 que aqueles que praticam “adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas não herdarão o reino de Deus”, ele está julgando estas pessoas ou está admoestando?
         Quando Paulo fala em 1 Coríntios 6.9-10: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” – ele estava julgando ou estava alertando com amor que quem está neste caminho não entrará no reino de Deus?
         Quando o apóstolo Paulo, ou melhor, quando o Espírito Santo inspira o apóstolo a escrever suas cartas e, em Romanos 1.18-32 ele assim escreve: “Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações” e “Por isso Deus os abandonou às paixões infames” e, ainda “assim Deus os entregou a um sentimento perverso” – o que nós vemos nestas declarações de Paulo, ou melhor, do Espírito Santo, de Deus?
         Há duas formas de ver Deus diante dessas palavras do apóstolo. Primeiro, posso ver um Deus injusto, que não ama o ser humano, um Deus sem misericórdia e que gosta de ver o ser humano ser humilhado e mandado para o inferno.  Segundo, posso ver um Deus de amor, um Deus que ama sua criação (o ser humano), um Deus cheio de misericórdia, um Deus que faz de tudo para que o ser humano não vá para a eternidade longe de dEle, ou seja, para o inferno.
         Pessoalmente, vejo um Deus de amor, de misericórdia, um Deus capaz de fazer de tudo (menos obrigar alguém a aceitar a sua vontade ou fazer uso do ser humano como se ele fosse uma marionete) para que o ser humano se dê conta de sua verdadeira situação. Digo isso porque conheço muitas pessoas que se consideram boas, justas, honestas e sem pecados ou, ainda, com só alguns “pecadinhos”... nada de mais. Creio que é por isso que Deus é capaz de entregar o ser humano à total perversidade. Talvez, dessa forma, ele consiga enxergar a sua real situação reconhecendo, assim, que precisa de Cristo, vindo a se arrepender de seus pecados e passando a crer que a Bíblia não é um livro homofóbico, mas um guia para toda pessoa não se perder em meio a tantos caminhos que os homens constroem, tendo em vista ir ao encontro de Deus.
         Diante desta reflexão pergunto: João Batista julgou ou amou? Jesus julgou ou amou? O apóstolo Paulo julgou ou amou? O Espírito Santo e Deus julgaram/julgam ou amaram/amam? E, quando eu ou qualquer outro pregador fala que adúlteros, homossexuais, avarentos, etc. não herdarão o reino de Deus nós estamos julgando ou, simplesmente, estamos mostrando o verdadeiro caminho que a Bíblia aponta?
         Como pode alguém julgar a intenção do meu coração, a de João Batista, de Jesus, de Paulo ou de qualquer outra pessoa? Será que muitos não estão julgando mais a intenção do coração do irmão que aponta os pecados, do que as próprias atitudes dos pecadores?
                                                                           Irio Edemar Genz

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A parábola da ovelha e da dracma perdida


Creio que a falta de exegese bíblica (ou a ganancia pelo poder) em nossas igrejas é o que tem levado a igreja para longe daquilo que ela deveria ser. Estou pegando este texto para mostrar esta realidade.
A parábola da ovelha perdida se encontra no livro de Lucas capitulo quinze versículos três a sete, e em Mateus capitulo dezoito versículo dez a quatorze.
Olhamos somente o exemplo de Lucas, o que Jesus nos diz nesta parábola.
3  E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: 4  Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la? 5  E achando-a, a põe sobre os seus ombros, gostoso;6  E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. 7  Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.
Assim também olhamos para a parábola da dracma perdida que se encontra logo a seguir: Lucas 15.8-10.
8  Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?
9  E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida.
10  Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

Muitas igrejas hoje em dia estão esquecendo o versículo sete e o versículo dez, tirando assim todo o sentido da parábola. Jesus conhece o coração do ser humano e sabe o quanto ele é cobiçoso e o quanto o ser humano valoriza os bens materiais, creio que foi por isso que ele conta essas duas parábolas, pois quando se tratando de bens materiais o ser humano não quer perder um centavo, pode ser uma coisa bem pequena, mas se isso é seu o ser humano deixa tudo para trás e vai em busca do que perdeu até o encontrar, não sossega antes de encontrar. E quando encontra o que perdeu faz festa, talvez gastando um valor bem mais alto do que o próprio bem encontrado. Se sente muito feliz.
Se você ler os versículos um e dois do capitulo quinze também perceberá que estas parábolas são uma exortação para os escribas e fariseus. A bíblia diz que os publicanos e pecadores aproximaram-se de Jesus para o ouvir e que os fariseus e escribas murmuraram porque Jesus estava recebendo os pecadores. Podemos dizer que os escribas e fariseus eram alguns dos lideres religiosos e pessoas religiosas de nossos dias onde a sua única preocupação é com eles mesmos e com as coisas materiais.
Muitas de nossas igrejas esqueceram destas parábolas. Qual é o ministro/a hoje em dia que deixa seus 99 membros que estão na igreja e vai em busca daquele que não aparece na igreja? Qual é o ministro/a que quando descobre que um membro seu se perdeu, para com todas as tarefas e vai em busca do perdido? Ou ainda pergunto: quem hoje em dia ainda se alegra por uma pessoa perdida ser salva?
Bem, você poderá me dizer: Amigo, as coisas hoje não são bem assim, tem que ver o contexto em que você vive e você precisa contextualizar a mensagem. Respondo: Sim, claro amigo, contextualizar a mensagem é uma coisa e distorcer a mensagem é heresia. Quantos ministros/as tem tempo para ir fazer cobrança de mensalidades, quantos ministros/as tem tempo para ir varias vezes visitar, ou melhor, comer uma boa carne sempre na mesma casa, enquanto alguns que não tem nada para oferecer nunca são visitados, ou são, mas na ora do seu funeral. Mas se você for insistente ainda vai me dizer que sozinho não consegue dar conta de tudo, não consegue dar um cuidado especial para todas as suas ovelhas. Concordo com você, reconheço que em muitas igrejas um ministro/a não é capaz de cuidar de todas as suas ovelhas. Mas pergunto: Você tem desafiado e oferecido cursos para preparar novos lideres. Se tiver desafiado, continua. Se não tem, começa. Se não quer começar, não me vem com desculpas.
Nessas duas parábolas Jesus quer nos mostrar que o mais importante é encontrar, buscar o que está perdido. Ele está falando da salvação dos seres humanos, não dos bens materiais perdidos.
O que é prioridade na sua igreja ou em seu ministério? Conhecer vários lugares? Recuperar o dinheiro que você investiu na faculdade de Teologia? Ajuntar uma boa grana para comprar um carro, uma casa e ter uma boa aposentadoria quando for mais velho? Ser reconhecido e admirado por todos? Se a prioridade de seu ministério e de sua igreja não é a salvação do ser humano, lamento dizer, mas você não é um ministro de Cristo e nem esta em uma igreja de Cristo.
A prioridade do ministro/a de Cristo e da igreja de Cristo é buscar o que está perdido. Como seria diferente a nossa sociedade se a prioridade da igreja fosse realmente a busca do perdido.
                                                                                                  Irio Edemar Genz

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A verdade dói, mas é libertadora.



 Você é um filho de Deus ou um filho do diabo? Um tema um pouco pertinente para alguns.  Um tema que só chama a atenção dos que amam a verdade, um tema que só é tratado por ministros/as que amam a Cristo. Para uns a verdade dói, para outros a verdade os liberta.
Temos por Pai a Deus quando o amamos e obedecemos aos seus mandamentos (1 Jo 3.1-24). Quem é seu pai? Alguns, para manterem um status, preferem não dizer de quem são filhos. Outros não o dizem por que não querem afirmar que abandonaram seu Pai (Deus); e, ainda outros, simplesmente porque não querem ser reconhecidos como filhos do diabo. A omissão da verdade tem levado o ser humano a viver a vida do jeito que ele quer, cada um cria o seu próprio padrão de vida, criando a partir do seu ego um padrão de verdade ou mentira, de certo ou errado.
Falar sobre os filhos de Deus é um privilegio, mas se não falarmos dos filhos do diabo muitos filhos de Deus vão achar que os filhos do diabo são seus irmãos, ou os filhos do diabo iludidos pela mentira vão se achar filhos de Deus. 
Esta tarefa primeiramente se encontra nas mãos daqueles que foram chamados por Cristo para levar o Evangelho a toda criatura (Cl 1.13). Mas, quando está tarefa é negligenciada por parte de ministros/as quem sofre é o próprio corpo de Cristo. Assim, temos uma igreja deficiente quando não uma igreja totalmente perdida ou morta.  O líder, ministro/a, pastor/a que é, ou, se diz ser um pregador do Evangelho é a pessoa que influenciará dezenas, centenas ou milhares de outras pessoas, mas quando este líder não tem o mesmo sentimento e o amor que Cristo teve por nós, quando este líder não esteja disposto a sofrer as consequências do evangelho, então sim o evangelho entrará em descrédito.
Não é de se admirar que hoje em dia vejamos pouca diferença daquele que se diz cristão e daquele que não é, creio eu, isso pelo fato de não encontrarmos ministros/as corajosos e fiéis ao Evangelho.  A preocupação com o seu bem estar por parte de muitos ministros/as, creio que é a maior causa que os leva a negociarem o Evangelho, anunciando um evangelho light, falando somente o que os seus ouvintes querem ouvir ou até mesmo fazendo tudo o que seus membros querem como se a Igreja fosse um clube e o pastor fosse um empregado.
Além disso, podemos perceber um grande conflito envolvendo pessoas com chamado de Deus e que estão querendo entrar em um ministério ordenado pela igreja local, em um trabalho integral, ou até mesmo ajudarem em suas igrejas locais. Mas durante este processo de ordenação, ou até mesmo antes, descobre-se que precisa ser mais fiel a igreja (denominação) local do que a Cristo. Ministros/as que já se encontram em uma igreja muitas vezes querem dizer (e até mesmo dizem) o que pode e o que não pode um novo ministro pregar em sua igreja. É claro que não se pode pregar contra pecados que a igreja local pratica pecados que muitas vezes pessoas da alta classe social, ou de uma boa vida financeira praticam, pois são elas que mantem essas igrejas. Isso eu chamo de igreja mercenária, o que mais vale é o dinheiro.  E depois se critica a teologia da prosperidade de igrejas neopentecostais, chamando-os de mercenários. O que caracteriza uma igreja mercenária não é a sua teologia, mas sim o interesse que está por trás dos planos da mesma. É por isso que dificilmente vamos ouvir um sermão de admoestações nessas igrejas, onde a prioridade é o dinheiro.
Se em sua igreja você não é confrontado com o pecado, se em sua igreja você não escuta sermões sobre a volta de Cristo, santidade, adultério, promiscuidade, avareza, os filhos de Deus e os filhos do diabo, inferno, lago de fogo, estes são alguns temas que tem que estar claro para o ser humano para o cristão. Se você não tem escutado de vez em quando algum tema desses, sinto informar, mas você não esta em uma igreja, você está em um clube social. Experimenta não contribuir mais para ver como você será tratado.
Agora se você quer fazer parte de uma igreja saudável (não perfeita, pois não existe igreja perfeita), procure primeiro saber quanto a igreja investe em missões, quanto a igreja está preocupada com a salvação do ser humano, quanto tempo ela gasta falando e fazendo missão. Pede uma prestação de contas para ver aonde é gasto o dinheiro e por ultimo pergunte o que a igreja tem para oferecer a você? Se ela não oferecer um ambiente familiar, se ela não oferecer preocupação por você, ela estará preocupada em números não em formar verdadeiros discípulos de Cristo.  Quando não procuramos informações sobre esses assuntos poderemos ter varias dores de cabeça ao entramos como membros em uma determinada “igreja”.
Não procure uma igreja para você ser agradado, procure uma igreja onde você realmente vê o Evangelho sendo vivido na vida do ministro/a e dos membros. Caso contrário, de membro você passará a ser sócio.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Como Deus pode ser justo e bom ao mesmo tempo?



Segundo o dicionário da Bíblia de Almeida:
Justo: Certo, legítimo.
Bom: Retidão = Qualidade do caráter pela qual a pessoa age de acordo com o que, pela lei de Deus, é considerado certo, justo e próprio; integridade.
Quando pensamos neste assunto logo nos vêm alguns questionamentos acerca do ser humano. Se Deus é bom, Ele não manda ninguém para o inferno. Mas, por outro lado, se Deus é justo, Ele não pode permitir que o injusto entre no Reino de Deus.
Não podemos esquecer que a nossa justiça é diferente da justiça de Deus. O padrão da justiça ou da bondade do ser humano depende de sua ideologia. O padrão de justiça e de bondade de Deus nos é revelado nas Sagradas Escrituras, através da qual nós podemos compreender como Deus pode ser bom e justo ao mesmo tempo. Podemos entender porque alguns vão para o inferno, para junto do diabo, e porque outros vão para o céu, para junto de Deus. As Escrituras deixam clara a existência do céu para os justos e o inferno para os injustos. Porém, mesmo alguns indo para o céu e outros para o inferno, Deus permanece justo. Por quê?
Porque a escolha é do ser humano. Deus já fez o que é necessário para a salvação do ser humano, e este somente precisa crer e aceitar tal salvação.
Vemos que Deus é um Deus de bondade, de amor, pelo fato de ter enviado ao mundo seu próprio Filho, a fim de morrer pelos pecados de todo ser humano, oferecendo ao ser humano a oportunidade de escapar do inferno, uma vez que este é incapaz de salvar-se a si, mesmo através da lei. Assim, a bondade de Deus nos é revelada em sua graça, em Cristo Jesus. Somos salvos através da graça, pela fé em Jesus Cristo, isto quando reconhecemos o que ele fez por nós e o aceitamos como nosso único Senhor e Salvador. Salvador porque ele é o único que pode nos salvar; Senhor porque é a ele quem devemos seguir para chegarmos a Deus.
Portanto, a partir disso, podemos entender como Deus é bom, como Deus é um Deus de amor. A porta do céu está aberta para que quiser entrar. Só não entra quem não quer. Cada pessoa é chamada a tomar somente uma decisão.
Isso também nos deixa claro que Deus não manda ninguém para o inferno. As pessoas vão para o inferno porque tomam a decisão de ir para lá, a partir do momento em que negam reconhecer e aceitar o amor de Deus.
Deus é também um Deus justo, Ele não faz acepção de pessoas, Ele não trata as pessoas segundo sua raça, segundo aquilo que o ser humano possui. Deus exige de todos a mesma coisa. Assim como um país não pode existir sem que haja leis para que o mesmo mantenha a ordem, assim também o reino de Deus precisa de lei para que esteja em ordem. As leis ou orientações, sejam elas de nosso país ou divinas, não foram criadas com a intenção de punir, mas de orientar.
Lembramos aqui que as leis, mandamentos ou conselhos de Deus estão baseados em um Deus que é Santo, um Deus que não compactua com o pecado. Sendo assim, algumas orientações de Deus não estão baseadas no nosso ponto de vista de santidade. Creio que nenhum homem ou mulher na face da terra é maior do que Deus para dizer a Ele o que é certo e o que é errado, o que é puro e o que é impuro, o que é aceitável e o que é abominação. Somos filhos de Deus e filho não dá ordem ao Pai – filho obedece ao Pai.
Deus sendo um Deus justo e bom quer nos orientar para que possamos entrar no seu reino. Para isso, Ele nos deixou a sua Palavra (Bíblia). Nela nós temos toda orientação necessária para viver uma vida segundo a vontade de Deus.
Portanto, cabe ao ser humano buscar orientação segundo a vontade de Deus, contida em sua Palavra. João 3.18 diz que quem crer não é condenado, mas quem não crer já está condenado. A salvação, o julgamento, a condenação acontece aqui e agora, no momento em que aceitamos ou rejeitamos o plano de salvação e a palavra de Deus. Portanto, não sejamos como os demônios que creem, mas não obedecem (Tg 2.19).
Sejamos ouvintes e também praticantes da Palavra de Deus. A Palavra de Deus já nos foi revelada, tanto para nossa salvação como para nossa condenação. Sabemos que Deus é amor, mas Ele também é justo. Não vamos brincar com a Palavra revelada.
                                                             Irio Edemar Genz

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Como 2013 pode ser diferente?


Vivemos em um mundo onde tudo se traduz em correria. E isso, muitas vezes, já percebemos no nosso próprio dia-a-dia. Saímos da cama correndo, tomamos nosso café correndo (isso quando o tomamos!), vamos para o ponto de ônibus correndo ou saímos de carro já bem acima da velocidade permitida, devido ao nosso “pequeno” atraso. Chegamos ao trabalho já em cima da hora, quando não atrasados mesmo, e, por fim, temos que mostrar serviço ao nosso chefe. E tudo isso é feito na base da correria. Depois, vamos almoçar correndo, pois, o tempo é curto demais, ainda mais para quem é acostumado a tirar um cochilo depois da refeição. Voltamos, então, correndo ao trabalho e, terminado nosso expediente, saímos dele rapidamente. Chegamos em casa com o intuito de curtir a família (isso para quem tem uma família ou gosta da sua família!). No final das contas, o tempo já está acabando, só resta um pouco de tempo ainda para dar atenção para a(o) esposa(o), um pouco para os(as) filhos(as) e... hora de dormir!
E onde fica o tempo que deveríamos tirar para ouvir a Deus? Como queremos um mundo melhor se deixamos Deus de lado?
O que aconteceu com o ser humano para que ele viva desta maneira?
Muitas vezes, é difícil colocarmos a nossa vida em ordem, ainda mais quando ela já está totalmente bagunçada. No entanto, quando conseguimos colocar prioridades na nossa vida, aí sim, conseguimos por a nossa vida em ordem. Ou melhor, quando a nossa prioridade é ter Jesus Cristo como o centro de nossa vida, ela não se torna monótona ou cansativa. Podemos ter um monte de coisas para fazer, mas saberemos dar o tempo necessário para cada coisa em nossa vida, sem ficarmos na base da correria.
Olhando para a história humana, podemos apontar que, quando o ser humano se esqueceu de Deus, a ganância tomou conta do seu coração. Frente a isso, o ser humano passou a se manter preso a diversos de seus desejos, tentando preencher aquele vazio que se encontra dentro dele com coisas supérfluas, coisas materiais ou, ainda, desejos carnais. O ser humano se tornou escravo do pecado, ou seja, do diabo.
Sabemos que existem muitas pessoas que não estão nem aí para Deus ou para a igreja e que, por isso, são escravas do diabo. Por outro lado, também sabemos que existem muitas pessoas que estão na igreja, que se consideram cristãs e que, mesmo assim, também estão distantes de Deus e são escravas do diabo. E nós nos perguntamos: por que isso está acontecendo?
Quantos jovens hoje não querem mais casar porque o exemplo de casamento que eles trazem de casa é um fracasso ou uma fraude?
Quantos jovens não querem mais saber de igreja ou de Deus porque não enxergam uma vida coerente com a vontade de Deus por parte de seus próprios pais ou daqueles que vão à igreja?
Quantos jovens não acreditam mais que a Bíblia é a Palavra de Deus porque seus próprios pais e a mídia têm dito que isso é coisa de gente fraca?
Quanta coisa mudou em nossa sociedade, na vida daqueles que deixaram a Bíblia de lado, na vida daqueles que usam a Bíblia para seu próprio benefício, na vida daqueles que usam somente algumas passagens da Bíblia como sendo inspiradas por Deus? Quanta coisa mudou em nossa sociedade depois que muitos ministros(as) perderam a coragem de denunciar o pecado dentro da igreja? Quanta coisa mudou depois que pararam as pregações sobre o adultério, a mentira, a avareza, a bebedeira, a glutonaria, os vícios, o arrependimento, a conversão, a volta de Cristo? E, aonde ainda se prega sobre o juízo final, sobre o inferno, o lago de fogo e enxofre?
Somente pode haver mudança onde pessoas são confrontadas com seu estilo de vida; somente pode haver mudanças onde as pessoas reconhecem que precisam mudar de vida; somente pode haver mudanças onde as pessoas estão dispostas a deixar Deus agir em suas vidas através do Espirito Santo. Somente pode haver mudanças em uma sociedade onde a igreja se submete à vontade de Deus e faz a vontade do Pai, onde ministros(as) têm a coragem  de chamar as pessoas ao arrependimento de seus pecados.  A Igreja que se conformou com os pecados e não fala mais em pecado, já não é mais igreja de Jesus Cristo, já deixou de ser sal e luz do mundo. Que igreja, portanto, queremos ser em 2013?
                                                                          Irio Edemar Genz

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Peso justo?



“Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer” Provérbios 11:1.

         O que esta palavra tem a dizer para nós que confessamos Jesus Cristo como nosso único Senhor e Salvador?
         Caros amigos e irmãos na fé em Cristo, novamente me deparo diante de um grande problema em nossa sociedade e que já está também no meio da igreja, como se fosse tudo normal para a vida do cristão.
         Balança enganosa é abominação ao Senhor: Balança é um instrumento bastante utilizado no comércio para o peso dos produtos vendidos ou até mesmo para os produtos comprados, e cada balança deve possuir o certificado do INMETRO para dizer que é uma balança justa.
         Qual a balança que nós estamos usando?
         A balança que você possui no comércio está de acordo com o INMETRO ou alguém já deu uma mexidinha procurando assim ter um lucro extra?
         A declaração do imposto de renda está sendo feita honestamente?
         Vamos pensar se estamos sendo justos quando decidimos que um membro que ganha um salário mínimo tem que pagar por sua “mensalidade ou contribuição” o mesmo valor do que outro que ganha R$3.000,00 ou R$10.000,00 por mês. Estamos sendo justos ou estamos usando a balança enganosa?
         Qual o critério (a balança) que usamos para escolhermos um pastor(a) ou mesmo para ordenação de um pastor(a)? É porque vimos nele um chamado de Deus ou é porque ele é nosso amigo, parente de um amigo, alguém “chegado a nós”?
         Qual o critério quando um ministro é enviado para algum lugar? É porque oramos e temos direção de Deus ou é porque alguém falou que tal ministro não pode ir para tal lugar, porque sua condição de vida não condiz com a realidade financeira de tal paróquia? É porque alguém mais chegado “mexeu os pauzinhos”?
         Qual a balança que usamos nas nossas comunidades?  Temos uma balança para cada pessoa, temos uma balança para cada comunidade, temos uma balança para cada situação? Ou temos somente uma balança, com o selo do INMETRO?
         Você está usando a balança que o Senhor Jesus Cristo lhe deu? A balança da justiça, a balança justa?
         Espero que sua balança não seja uma abominação ao Senhor.
                                                                  Irio Edemar Genz

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O que fazer para a igreja não fechar as portas?




         Quero refletir junto com você o porquê de muitas igrejas estarem perdendo membros e não saberem o que fazer para que ela não chegue à falência.
         Quero refletir a partir do texto bíblico que diz: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele dá enquanto dormem” (Sl 127.1-2).
         Caro pastor, pastora, ministro, ministra do evangelho ou qualquer outra denominação dada pela igreja, talvez, você esteja fazendo esta pergunta: “Porque minha igreja está perdendo membros?”. Talvez, você nem pergunta isto, simplesmente, porque não quer ouvir uma resposta que não lhe agrada. Ou, ainda, a sua autoconfiança é tão grande que sempre acha culpados para os que saem de seu meio.
         A igreja de Cristo é representada por um corpo e um corpo tem muitos membros, e estes membros são formados por células; tais células, quando estão vivas, vivem se reproduzindo, o que mantem um corpo saudável. Mas um corpo também pode sofrer ataques, pode ser machucado, o que irá causar uma ferida e, esta, se não for tradada irá matar as células, as quais vão alcançar um membro inteiro, vindo a matar até o próprio corpo.
         O que tem matado o corpo de Cristo que é a Igreja (pessoas)? O pecado. Mas o que é o pecado? Pois é. Ninguém mais sabe! E, por que não? Porque quem deveria estar falando do pecado não tem mais coragem ou também já nem sabe mais o que é pecado, pois se esqueceu da Palavra de Deus.
         Deus dá um grande privilégio para muitos de poderem fazer uma faculdade de Teologia, de terem mais conhecimento, de estarem mais preparados para o seu chamado. Mas, para a decepção do próprio Deus, ao final do curso teológico, muitos já se esqueceram de Deus, acham que a faculdade os ensinou a caminharem sozinhos, chegando ao pondo de dizerem: “Agora eu sou formado, tenho o reconhecimento do MEC, sou Mestre, Doutor, PHD. Tenho todo o conhecimento para assumir uma igreja e fazer com que o trabalho nela venha a se desenvolver; a igreja onde eu atuar, vocês vão ver o que vai acontecer!”. Seja Bacharel, Mestre, Doutor ou PHD, o que temos visto por aí são igrejas perdendo os seus membros.
         Ouvimos textos de Lutero, de Melanchton, entre outros. Lemos Senhas Diárias, Castelo Forte. Contam-se historinhas e tudo mais. Mas esquecemos da Bíblia. Parece que muitos já nem sabem mais explicar um texto bíblico. Parece que os seres humanos não precisam mais de Deus, não precisam mais da Palavra de Deus. Parece que ninguém mais é pecador, pois não se fala mais contra o pecado nos cultos ou, quando se fala, parece que pecado está limitado a roubar, matar e mentir. Ninguém mais sabe o que é adultério, fornicação, santificação, etc. Muitos dentro da própria igreja já nem mais acreditam em vida após a morte, não acreditam na volta de Cristo, não acreditam no Juízo Final e, a maioria que ainda acredita, crê que temos que fazer boas obras para obtermos a salvação.
         Tenha coragem de perguntar às suas ovelhas se elas têm a certeza da salvação e, se elas têm, pergunte por que elas acham que seriam salvas. Só assim você verá o que você tem ensinado a elas.
         Queremos edificar a Igreja de Cristo pelos nossos próprios esforços, nossa própria sabedoria e conhecimento. Esquecemos que, se o Senhor não edificar a casa, em vão é nosso trabalho. Talvez, até sabemos que é o Senhor quem edifica a casa, mas esquecemos que ela é edificada pela Palavra de Deus – e o anúncio da Palavra de Deus nos foi confiado. Mas falar da Palavra de Deus hoje, no século XXI, é cafona – só os “atrasados” é que ainda falam da Palavra de Deus e apontam o pecado.
         Lembremos do corpo, das células. Uma ferida é um monte de células mortas e, se você não cuidar da ferida, ela vai aumentando, destruindo o corpo até a morte. Dizemos que a igreja é o lugar para os doentes, mas o que adianta dizer que a igreja é lugar para os doentes se não lhe damos o remédio, se não mostramos a ferida? Há muita gente doente, com enfermidades (pecados) e que não se dá conta disso. Como ministros do Evangelho somos chamados a mostrar a ferida e a cuidar dela até que seja curada.
         Uma igreja que não aponta os pecados e que não cuida dos feridos é como um hospital que não se importa com a saúde ou com a vida das pessoas. As pessoas precisam entender que precisam de Jesus Cristo e que, sem arrependimento, não existe conversão. “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados” (At 3.19). Vamos pregar sobre este texto em nossas igrejas?
         Vamos trabalhar com aquilo que o Senhor já nos deu; temos todo o material para edificar a casa. Vamos usá-lo! Não é algo que foi criado e que nos foi dado no século XXI, mas é mais resistente do que qualquer outra coisa, pois a Palavra de Deus permanece para sempre e ela “é mais cortante que uma espada de dois gumes” (Hb 4.12).
         Lembremos que uma faculdade forma um profissional, mas a Palavra de Deus forma um pastor. Podemos ser um profissional sempre buscando nos atualizarmos, lendo livros e mais livros, mas nunca seremos um verdadeiro pastor se não ouvirmos a voz de Deus. E, da mesma forma como uma célula com vida naturalmente se multiplica, assim também, uma igreja que tem vida tende a, naturalmente, também multiplicar-se.
         Como está a igreja da qual faço parte: está morrendo ou multiplicando-se? Se estiver multiplicando-se, glória a Deus. Se estiver morrendo, ela só precisa do verdadeiro remédio para voltar a ter vida.
                                                                                     Irio Edemar Genz



domingo, 19 de agosto de 2012

Ser batizado na igreja, ter feito a comunhão, ter casado na igreja, sido sepultado por um pastor e estar em dia com a contribuição, isto garante a Salvação?


Quem aqui acredita na vida após a morte? Se você morresse agora, teria certeza de que iria para o céu? Imagine que você morreu e está diante de Deus. E agora Deus vai te perguntar: ‘por que devo aceitar que você entre no céu?’ O que você iria responder?
Se a sua resposta seria: Sou uma pessoa boa, não faço mal para ninguém, fui batizado na igreja, fiz a comunhão, casei na igreja, pago minha contribuição. Sinto muito, você não entraria no céu, não teria a vida eterna.
Efésios 2.8-9, diz que a salvação nos é dada por meio da fé e não por meio de obras. A salvação é um dom gratuito de Deus, ela não pode ser comprada ou negociada. Então, se a resposta que você pensou em dar para Deus está baseada nas coisas que você fez, ou melhor, nas boas ações que você fez durante a sua vida, você não entraria no céu.
Pense, a bíblia diz que Jesus Cristo morreu por nós para pagar nossos pecados e nos dar a salvação, e isso só é possível pela graça, já que é um dom gratuito de Deus. Então, se eu disser que tenho que fazer coisas boas, boas obras para ser salvo, então Cristo não precisaria ter morrido. Eu vou sim, fazer coisas boas, mas não para ser salvo, mas porque eu fui salvo. 
Precisamos entender o que significa crer.
Jo 3.18. “Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” Você crê em Jesus Cristo? Em Tg 2.19 a bíblia diz que os demônios também creem, e ainda, tremem de medo. Mas qual a diferença entre eu crer e um demônio crer? Lembrando que crer é acreditar. Posso até arriscar a dizer que os demônios são mais crentes do que a maioria de nós, porque eles realmente acreditam na Bíblia. Mas a diferença entre nós e os demônios é vista quando a Palavra de Deus é colocada em prática ou não. Viver, obedecer à Palavra de Deus – isso um demônio não faz: obedecer, viver a Palavra de Deus no dia a dia! E nós, qual a nossa forma de crer? Se eu digo que creio e não obedeço à Palavra de Deus não estou me igualando a um demônio?
João disse que “aquele que crê no Filho de Deus não é julgado, mas o que não crê já está julgado”. Vamos trocar a palavra crer por obedecer para facilitar a nossa compreensão: “aquele que obedece ao Filho de Deus não é julgado, mas o que não obedece já está julgado”. A nossa salvação ou o nosso julgamento já acontece aqui e agora. Se nós cremos que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que Ele morreu pelos nossos pecados e nós entregamos a nossa vida a Ele em obediência, podemos ter certeza de nossa salvação.
Rm 10.9-10: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação”. Jo 1.12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome”. Então, a única coisa que precisamos para sermos salvos é crer de todo coração que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que Ele morreu pelos nossos pecados e entregarmos nossa vida a Jesus Cristo.
A salvação é simples: Deus o ama e deseja que saibamos que a salvação é simples. Rm 10.9-10,13: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo”.
Devemos pessoalmente com fé reconhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Afirmando ser Jesus nosso Senhor, afirmamos que nos submetemos a ele e afirmando ser Jesus nosso Salvador, afirmamos ser ele o único caminho para chegarmos a Deus.
Deus nos ama e deseja que sejamos salvos.
Deus o ama e deseja que saibamos que a salvação não é pelas obras, é um dom gratuito de Deus; é graça! O caminho da salvação provido por Deus é receber a Cristo pessoalmente, confiando nele para assim sermos salvos.
2 Co 6.1-2: “Portanto, nós, como companheiros no serviço de Deus, pedimos o seguinte: não deixem que se perca a graça de Deus que vocês já receberam. Escutem o que Deus diz: quando chegou o tempo de mostrar a minha bondade, eu atendi o seu pedido e o socorri quando chegou o dia da salvação. Escutem! Este é o tempo em que Deus mostra a sua bondade! Hoje é o dia de ser salvo!”. Cristo não obriga ninguém a segui-lo, ele simplesmente chama.  Mas precisamos tomar uma decisão. Não podemos brincar de sermos cristãos: ou somos cristãos ou não somos! Com certeza o Espírito fala aos nossos corações e a nós cabe respondermos: queremos essa salvação de Deus, queremos aceitar a Cristo, queremos deixar o caminho largo, os nossos pecados para trás? Ou vamos continuar com a nossa velha vida? O texto de 2 Co diz que hoje é o dia de ser salvo! Hoje é o dia, não amanhã ou depois. Quem garante que amanhã estaremos todos ainda vivos?
Se você realmente crê em Jesus Cristo e quer colocar a vida sob o seu cuidado, convido para que faça esta oração: “Senhor Jesus, reconheço que sou pecador e preciso do teu perdão. Entra em meu coração e em minha vida. Lava-me de todo pecado com teu sangue vertido. Faze-me um filho de Deus. Dá-me teu dom gratuito de vida eterna, e faze-me saber que estou salvo, agora e para sempre. Agora recebo-te como meu único Senhor e Salvador pessoal. Em nome de Jesus. Amém.”
Se realmente essa oração foi feita do fundo do coração e não somente da boca pra fora, você pode ter a certeza da sua salvação e, certamente, o Espírito Santo vai se fazer presente em sua vida e você dará sinais da sua salvação no seu jeito de pensar, falar e de agir.
Se você fez a escolha de entregar a sua vida a Jesus Cristo, então procure uma igreja para você participar, leia a bíblia e ore diariamente, pedindo direção e sabedoria a Cristo. Qualquer duvida que eu possa ajudar, este é meu e-mail: irioedemargenz@yahoo.com.br.
Que a graça de Cristo o acompanhe a cada dia e seu Espirito Santo lhe oriente segundo a Palavra de Cristo. Amem

domingo, 3 de junho de 2012

Como queremos glorificar o nome de Deus?

O Brasil está se tornando a cada dia um país mais evangélico. Por outro lado, cresce também o número de ateus e de pessoas decepcionadas com a igreja e, de certa forma, com Deus.
Mas porque isso acontece, se o dever da igreja é levar o amor de Deus para as pessoas? Quem é o culpado pelo número crescente de ateus e de pessoas decepcionadas com a igreja e com Deus, se tudo o que a igreja faz é para a glória de Deus?
Não tenho uma caminhada muito longa com Cristo, mas o suficiente para fazer alguns questionamentos bíblicos sobre a realidade da nossa igreja, a qual quer ganhar o mundo para Jesus Cristo. Mas de que modo?
Queridos amigos e irmãos em Cristo, não posso deixar de dizer que tudo isso tem início dentro das igrejas (instituições religiosas), pois os ensinamentos de Deus, a pregação da Palavra de Deus, o viver como verdadeiros cristãos, são questões ensinadas por ministros e ministras do Evangelho, por pessoas chamadas ou que se dizem ser chamadas por Deus.
Li recentemente um livro (Feridos em nome de Deus – Marília de Camargo César), onde a autora relata vários testemunhos de pessoas que sofreram “abusos espirituais”, onde muitos deixaram a igreja e ficaram decepcionados com Deus. Concordo com ela em alguns pontos ou com alguns aspectos dos testemunhos citados. Sabemos que, hoje, existem alguns líderes que estão fazendo da igreja um grande negócio, usam a palavra de Deus, simplesmente, para se promoverem e para ficarem ricos.
Queridos irmãos em Cristo e também você que vê a igreja como um mercado religioso, lembre-se de que devemos estar atentos a uma coisa: Deus não pode ser culpado pelos erros do ser humano, temos que saber diferenciar o que é um verdadeiro e o que é um falso ministro. E isso só acontece quando buscamos a sabedoria de Deus em oração e meditamos dia e noite em sua Palavra. Não estou aqui para defender aqueles que deturpam a Palavra de Deus, nem para acusar alguém de irresponsabilidade. Mas uma coisa é certa: Cada um de nos responderá pelos seus próprios atos. Aqueles que querem tirar proveito fazendo uso da Palavra de Deus, um dia receberão sua recompensa, e aqueles que foram machucados por esses falsos profetas, não poderão usar o argumento de que foram traídas, como fonte de defesa. Sempre temos a oportunidade de recomeçar.
Eu também sou vítima desse abuso espiritual, se quisesse culpar a igreja por me enganar com tantos ensinos falsos, teria N motivos, também teria motivos para estar decepcionado com Deus, pois, de certa forma, vemos e cremos que Deus dá inspiração para tais ministros. Porém, graças a Deus, Ele me deu forças para buscar a verdade, e creio que tem me dado sabedoria para, hoje, diferenciar o que é de Deus, o que é do homem e o que é do maligno. Cristo não nos deixa na mão quando o buscamos de todo o coração.
Tudo o que ouvimos de pregadores temos que perguntar qual é a base bíblica usada como fundamentação, e se a mesma está sendo interpretada dentro do seu contexto. Isso quer dizer que temos que conhecer a Bíblia, sem esse conhecimento não teremos critérios suficientes para dizer o que é certo e o que é errado.
Mateus 6.19-21 - Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, ai estará também o teu coração.
Neste texto encontramos uma orientação para todo ser humano e, através desta orientação, podemos perceber em uma pessoa qual é a prioridade dela em sua vida, qual é o seu verdadeiro objetivo, onde está o seu tesouro, ou melhor, o seu coração. Não estou dizendo que não temos o direito de ter uma casa própria, de possuir um carro ou fazer qualquer coisa que gostamos. O texto não diz isso. O que o texto está dizendo é que não devemos ACUMULAR tesouros sobre a terra, tanto que o texto a seguir – Mt 6.25ss. – nos diz para não estarmos preocupados com as coisas terrenas, mas que devemos buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus e sua justiça e todas as outras coisas serão acrescentadas para termos uma vida digna e justa. Contudo, também temos que ter cuidado porque muitos dirão que têm muita riqueza pelo simples fato de terem buscado o reino de Deus em primeiro lugar.
Quando Deus dá riqueza para um homem, creio que isto é feito com o intuito de a pessoa servir àqueles que têm necessidades, investindo, assim, no reino de Deus. Creio que todo verdadeiro cristão tem prazer em investir no reino de Deus, pois para ele está claro que ele não vai levar nada desta vida.
Mateus 6.24 – Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas.
Creio que aqui encontramos a causa de tantos problemas envolvendo a liderança da igreja, ministros e ministras, pastores e pastoras, etc. Quando pessoas chamadas por Deus começam a se envolver com questões de riqueza, quando seu desejo está em acumular bens materiais, não demora muito para um líder se tornar hipócrita e começar a ter o anseio de tirar mais dinheiro dos seus membros. A mídia tem apresentado várias destas questões envolvendo lideranças religiosas, mostrando a riqueza adquirida por tantos pastores e creio que, cada um que está lendo esta reflexão, também tem conhecimento de algum líder religioso mercenário.
Somos chamados a investir no reino de Deus; a igreja é chamada para demonstrar o amor de Cristo, mas, infelizmente, ela tem se preocupado mais com a mordomia própria do que com os cuidados que deveria ter com o seu rebanho. Vemos tantos “mega templos” sendo construídos, bilhões sendo investidos para a luxuria da própria igreja, isso só para dar ibope para ela própria, sendo que, enquanto isso, milhões de pessoas estão morrendo de fome, morando nas ruas e, perdendo assim, a oportunidade de ouvir falar sobre Jesus Cristo, o Salvador.
Do meu ponto de vista, a igreja que quer um templo de luxo, esqueceu-se do reino de Deus, pois a prioridade no reino de Deus são pessoas e não outras coisas. Procure saber qual é a percentagem que sua igreja investe em missões e quanto ela investe com coisas banais, fúteis, aí você descobrirá com o que a igreja está preocupada ou qual é sua prioridade. A igreja que não coloca prioridade nos seus investimentos em missões está correndo um sério risco de sumir do mapa, além de não estar dando prioridade no reino de Deus.
1 Timóteo 6.10 - Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.
Para terminar, lembramos do que Paulo fala a Timóteo: o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, onde alguns se desviaram da fé e se atormentaram com muitas dores. Também, neste caso, temos vários exemplos que a própria mídia também já divulgou. Há vários artistas que acabaram se desviando da fé por causa da fama e do dinheiro; não são só artistas, mas falo deles por serem pessoas mais conhecidas, com maior influência, principalmente quando se trata do meio do mundo da música gospel.
Quando Deus chama alguém para pregar a Palavra ou para ser um ministro de louvor, a sua intenção é para que o reino de Deus cresça e     o seu nome seja glorificado. Mas o que alguns pregadores e alguns ministros de louvor estão fazendo é difamar o nome de Deus, pois muitos cobram cachês para ministrar a Palavra ou ministrar o louvor. Queridos, uma pessoa dessas nunca será convidada por mim. Não é uma pessoa de sucesso que vai me trazer a Palavra de Deus, nem um ministro de louvor famoso que vai me ensinar a louvar melhor. Não estou dizendo que não podemos convidar pastores ou ministros conhecidos para ministrar em nossas igrejas, apenas acho que, quando uma igreja paga para alguém vir ministrar, ela mesma está incentivando e enriquecendo aqueles que se aproveitam da Palavra de Deus para seus próprios prazeres e interesses.
Meus irmãos, Deus distribui seus dons à igreja para a edificação de todos e isso faz com que o corpo de Cristo (sua Igreja) cresça. Precisamos buscar, continuamente, a Deus, que ele nos dá tudo de graça. Não precisamos pagar para ouvir Deus falar, seja através da pregação da Palavra ou do louvor.
Quem paga para que Deus venha falar na sua igreja, já perdeu a comunhão com Deus e não vai ouvir Ele falar. Talvez, seria melhor deixar de ser ministro de Deus do que ter este título e não ouvir Deus falar, pois como alguém que não ouve a voz de Deus deseja ser um ministro dele?

                                                                                    Irio Edemar Genz

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O VERDADEIRO AMOR



UM CASAMENTO SÓ ACABA ONDE NÃO SE ENTENDE O QUE É O AMOR

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.”
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros…
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de
mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar, alegria esta que a solidão nega a todos que a possuem…”

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O amor de Cristo e o amor das instituições religiosas

O amor somente é verdadeiro quando se renuncia algo de si mesmo. Efésios 5.1-2 – “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”. 
A palavra amor nos remete a vários significados. E, para um melhor entendimento deste texto acima, gostaria de analisar a definição de dois conceitos de amor – um, segundo o Dicionário Aurélio e outro, segundo o Dicionário da Bíblia Almeida. 
Segundo Aurélio o amor pode ser definido como um sentimento que predispõe (leva) alguém a desejar o bem de outrem. Sentimento de dedicação absoluta (total) de um ser a outro ou a uma causa. 
Segundo Almeida, amor envolve consagração a Deus (Jo 14.15) e confiança total nele (1 Jo 4.17), incluindo compaixão pelos inimigos (Mt 5. 43-48; 1 Jo 4.20) e o sacrifício em favor dos necessitados (Ef 5.2; 1 Jo 3.16). Somos chamados a sermos imitadores de Deus e andarmos em amor como também Cristo nos amou. Aqui se encontra o maior exemplo de amor e, ao olharmos para este amor, veremos como muitas igrejas se encontram longe do mesmo. 
A igreja (ministros e ministras) hoje nos chama para sermos imitadores de Deus, de Cristo, e esquece que ela mesma também é chamada a ser imitadora de Cristo. Todo o cristão ao ouvir a palavra amor é remetido a mais de 2000 anos atrás e, portanto, é levado a lembrar-se do que Cristo fez por nós. Para todo cristão que percebe a necessidade de amor de alguma pessoa, seu conselho deveria ser de que tal pessoa somente encontrará este amor em Cristo, na igreja. Em Cristo, sem dúvida, sempre encontraremos o verdadeiro amor. Entretanto, cada dia que se passa está mais difícil de encontrar este amor de Cristo na igreja. Pergunto: isto acontece porque a igreja é composta de pessoas ou porque as pessoas não estão mais dispostas a viver o amor de Cristo? Fato é que a igreja hoje tende a estar mais preocupada com números do que com serem humanos. 
Nas últimas quatro igrejas que visitei juntamente com minha esposa, apenas uma, isto é, apenas em um ponto de pregação aonde ministros de fora vêm para pregar, é que tivemos um diálogo com o pastor. Somente ele perguntou os nossos nomes e de onde nós éramos. Também alguns membros daquele ponto de pregação nos convidaram para retornar e participar de mais cultos. Não busco ser reconhecido por ninguém, nem sou carente de amor, mas uma igreja que não pergunta o nome de seus visitantes e não convida os mesmos para voltar, não sabe o significado de igreja, não sabe o que significa amor. 
Atualmente, podemos dizer que a falta de amor nas igrejas é consequência de uma teologia controvertida de nossas instituições religiosas ou de um fraco ensino teológico, ou ainda, de um interesse pessoal, onde a pessoa busca tirar proveito através da fé de pessoas com pouco conhecimento em questões de fé em teologia. Cada instituição (igreja) faz seu plano de trabalho e, em cima disso, busca alcançar seus objetivos. Mas pergunto: quais são seus reais objetivos? 
Na maioria das vezes, as notícias na mídia apresentam algumas instituições como uma fonte de lucro de alguns ministros, como, por exemplo, a igreja N que está construindo o maior templo, o pastor N que acumulou muitos bens materiais, entre outros. Percebe-se aí o interesse, ou melhor, o objetivo de algumas instituições eclesiais gira em torno do arrecadar dinheiro e de construir mega templos. Da mesma forma, em outras instituições, perde-se tanto tempo com reuniões e mais reuniões para discutir o que a igreja vai fazer com os bens que ela possui ou pretende adquirir, como adquiri-los, e nunca sobra tempo para evangelizar e enviar missionários para povos não alcançados pelo Evangelho. 
A igreja esqueceu do “ide” proclamado por Jesus e adotou o “vinde”. Hoje, o centro do culto é uma mensagem de autoajuda; ministros e ministras estão mais preocupados em agradar aos homens do que a Deus. Com este sentimento de agradar aos homens o amor de Cristo é deixado de lado e passa a atuar na igreja um amor de interesses, onde uma pessoa somente tem atenção total de alguns ministros e ministras quando o mesmo vê que ela tem algo de valor para dar à igreja. Aquele amor de dedicação absoluta de um ser a outro ou a uma causa, aquele amor como um sacrifício em favor dos necessitados, está fora da maioria dos ambientes eclesiásticos. 
Pessoas problemáticas, muitas vezes, são deixadas de lado pela igreja. Ela somente quer trabalhar com pessoas que não lhe tragam dor de cabeça. Cada ministra e ministro está ligado a uma instituição religiosa, e a ela foi dado o dever de cuidar e zelar pela pregação de um Evangelho puro. Quando não existe mais este cuidado por parte dos responsáveis da instituição frente a seus ministros e ministras, a igreja de Cristo começa a sofrer com falsos ensinos e a ser destruída por gananciosos. 
Nesse sentido, vale ressaltar que o dever da liderança é zelar pelo testemunho e ensino de seus ministros e ministras e, quando a mesma não faz isto, deixa de ser porta-voz de Deus e passa a ser cúmplice dos atos de seus ministros e ministras. Não podemos chamar uma instituição de “religiosa” quando ela está preocupada somente em levantar um patrimônio milionário, quando está colocando seus usos e costumes acima da Palavra de Deus, quando está engessada por uma forma de culto (liturgia) de 500 anos atrás. Cristo não quer ver quem construiu a maior igreja, não olha a santidade de cada pessoa segundo seus usos e costumes, muito menos quer ser cultuado de forma mecânica; ele não instituiu uma forma única de culto, somente deseja que seus filhos o adorem em espírito e em verdade. 
Prédios, usos e costumes não bíblicos, tradição, tudo isto não tem valor nenhum para Deus. Ai da igreja que coloca isso como sua prioridade! 
Enquanto se constrói monumentos, se discute usos, costumes e tradição humana, o amor vai acabando e pessoas vão para o inferno. 
O que nossa instituição religiosa, o que você como ministro e ministra de Deus tem para apresentar a Ele? Templos, santidade através de usos, costumes e tradição ou pessoas que você levou até Ele? Pense nisso. Irio Edemar Genz