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domingo, 16 de junho de 2013

O que julgamos: Intenções ou atitudes?

         A intenção do coração do ser humano só ele mesmo conhece; nenhuma outra pessoa pode dizer qual foi sua verdadeira intenção ao falar ou apontar para algo. Para alguns, numa mesma atitude, posso estar julgando; já para outros, posso estar demonstrando amor. Isso depende do ponto de vista de cada um, de como prefiro ver a declaração do outro. Creio que, quando alguém aponta um pecado de outra pessoa, está falando de um fruto visível na vida dela, estando baseado naquilo que as Escrituras apontam como sendo pecado. Agora, quando alguém aponta para a intenção do coração daquele que apontou o pecado já está julgando – não uma atitude (fruto visível), mas algo que ele não conhece, algo que só a Deus pertence. Vejamos:

         Mateus 14 – Será que João Batista perdeu a sua cabeça por gostar de apontar o pecado de Herodes? Será que João Batista gostava de apontar o dedo no nariz de Herodes? Será que João Batista estava pensando no futuro de Herodes? Alguns vão dizer que o ato de João Batista é de um homem que gosta de julgar os outros, que só enxerga o cisco no olho do irmão, mas não vê a trave que esta no seu próprio olho. Outros vão dizer que o ato de João Batista foi um ato de amor ao próximo, pois João Batista estava também preocupado com a vida espiritual de Herodes.
         Será que falar sobre pecado ou chamar a atenção do pecador é sinal de julgamento? Ou falar sobre pecado e chamar a atenção dos pecadores é um ato de amor para com os pecadores não arrependidos?
         Quando Jesus chamou os escribas e fariseus de hipócritas em Mateus 15.7; 23.13-15; 23.23; 24.51, ele estava julgando ou estava admoestando?
         Quando Paulo fala em Gálatas 5.19-21 que aqueles que praticam “adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas não herdarão o reino de Deus”, ele está julgando estas pessoas ou está admoestando?
         Quando Paulo fala em 1 Coríntios 6.9-10: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” – ele estava julgando ou estava alertando com amor que quem está neste caminho não entrará no reino de Deus?
         Quando o apóstolo Paulo, ou melhor, quando o Espírito Santo inspira o apóstolo a escrever suas cartas e, em Romanos 1.18-32 ele assim escreve: “Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações” e “Por isso Deus os abandonou às paixões infames” e, ainda “assim Deus os entregou a um sentimento perverso” – o que nós vemos nestas declarações de Paulo, ou melhor, do Espírito Santo, de Deus?
         Há duas formas de ver Deus diante dessas palavras do apóstolo. Primeiro, posso ver um Deus injusto, que não ama o ser humano, um Deus sem misericórdia e que gosta de ver o ser humano ser humilhado e mandado para o inferno.  Segundo, posso ver um Deus de amor, um Deus que ama sua criação (o ser humano), um Deus cheio de misericórdia, um Deus que faz de tudo para que o ser humano não vá para a eternidade longe de dEle, ou seja, para o inferno.
         Pessoalmente, vejo um Deus de amor, de misericórdia, um Deus capaz de fazer de tudo (menos obrigar alguém a aceitar a sua vontade ou fazer uso do ser humano como se ele fosse uma marionete) para que o ser humano se dê conta de sua verdadeira situação. Digo isso porque conheço muitas pessoas que se consideram boas, justas, honestas e sem pecados ou, ainda, com só alguns “pecadinhos”... nada de mais. Creio que é por isso que Deus é capaz de entregar o ser humano à total perversidade. Talvez, dessa forma, ele consiga enxergar a sua real situação reconhecendo, assim, que precisa de Cristo, vindo a se arrepender de seus pecados e passando a crer que a Bíblia não é um livro homofóbico, mas um guia para toda pessoa não se perder em meio a tantos caminhos que os homens constroem, tendo em vista ir ao encontro de Deus.
         Diante desta reflexão pergunto: João Batista julgou ou amou? Jesus julgou ou amou? O apóstolo Paulo julgou ou amou? O Espírito Santo e Deus julgaram/julgam ou amaram/amam? E, quando eu ou qualquer outro pregador fala que adúlteros, homossexuais, avarentos, etc. não herdarão o reino de Deus nós estamos julgando ou, simplesmente, estamos mostrando o verdadeiro caminho que a Bíblia aponta?
         Como pode alguém julgar a intenção do meu coração, a de João Batista, de Jesus, de Paulo ou de qualquer outra pessoa? Será que muitos não estão julgando mais a intenção do coração do irmão que aponta os pecados, do que as próprias atitudes dos pecadores?
                                                                           Irio Edemar Genz

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Como 2013 pode ser diferente?


Vivemos em um mundo onde tudo se traduz em correria. E isso, muitas vezes, já percebemos no nosso próprio dia-a-dia. Saímos da cama correndo, tomamos nosso café correndo (isso quando o tomamos!), vamos para o ponto de ônibus correndo ou saímos de carro já bem acima da velocidade permitida, devido ao nosso “pequeno” atraso. Chegamos ao trabalho já em cima da hora, quando não atrasados mesmo, e, por fim, temos que mostrar serviço ao nosso chefe. E tudo isso é feito na base da correria. Depois, vamos almoçar correndo, pois, o tempo é curto demais, ainda mais para quem é acostumado a tirar um cochilo depois da refeição. Voltamos, então, correndo ao trabalho e, terminado nosso expediente, saímos dele rapidamente. Chegamos em casa com o intuito de curtir a família (isso para quem tem uma família ou gosta da sua família!). No final das contas, o tempo já está acabando, só resta um pouco de tempo ainda para dar atenção para a(o) esposa(o), um pouco para os(as) filhos(as) e... hora de dormir!
E onde fica o tempo que deveríamos tirar para ouvir a Deus? Como queremos um mundo melhor se deixamos Deus de lado?
O que aconteceu com o ser humano para que ele viva desta maneira?
Muitas vezes, é difícil colocarmos a nossa vida em ordem, ainda mais quando ela já está totalmente bagunçada. No entanto, quando conseguimos colocar prioridades na nossa vida, aí sim, conseguimos por a nossa vida em ordem. Ou melhor, quando a nossa prioridade é ter Jesus Cristo como o centro de nossa vida, ela não se torna monótona ou cansativa. Podemos ter um monte de coisas para fazer, mas saberemos dar o tempo necessário para cada coisa em nossa vida, sem ficarmos na base da correria.
Olhando para a história humana, podemos apontar que, quando o ser humano se esqueceu de Deus, a ganância tomou conta do seu coração. Frente a isso, o ser humano passou a se manter preso a diversos de seus desejos, tentando preencher aquele vazio que se encontra dentro dele com coisas supérfluas, coisas materiais ou, ainda, desejos carnais. O ser humano se tornou escravo do pecado, ou seja, do diabo.
Sabemos que existem muitas pessoas que não estão nem aí para Deus ou para a igreja e que, por isso, são escravas do diabo. Por outro lado, também sabemos que existem muitas pessoas que estão na igreja, que se consideram cristãs e que, mesmo assim, também estão distantes de Deus e são escravas do diabo. E nós nos perguntamos: por que isso está acontecendo?
Quantos jovens hoje não querem mais casar porque o exemplo de casamento que eles trazem de casa é um fracasso ou uma fraude?
Quantos jovens não querem mais saber de igreja ou de Deus porque não enxergam uma vida coerente com a vontade de Deus por parte de seus próprios pais ou daqueles que vão à igreja?
Quantos jovens não acreditam mais que a Bíblia é a Palavra de Deus porque seus próprios pais e a mídia têm dito que isso é coisa de gente fraca?
Quanta coisa mudou em nossa sociedade, na vida daqueles que deixaram a Bíblia de lado, na vida daqueles que usam a Bíblia para seu próprio benefício, na vida daqueles que usam somente algumas passagens da Bíblia como sendo inspiradas por Deus? Quanta coisa mudou em nossa sociedade depois que muitos ministros(as) perderam a coragem de denunciar o pecado dentro da igreja? Quanta coisa mudou depois que pararam as pregações sobre o adultério, a mentira, a avareza, a bebedeira, a glutonaria, os vícios, o arrependimento, a conversão, a volta de Cristo? E, aonde ainda se prega sobre o juízo final, sobre o inferno, o lago de fogo e enxofre?
Somente pode haver mudança onde pessoas são confrontadas com seu estilo de vida; somente pode haver mudanças onde as pessoas reconhecem que precisam mudar de vida; somente pode haver mudanças onde as pessoas estão dispostas a deixar Deus agir em suas vidas através do Espirito Santo. Somente pode haver mudanças em uma sociedade onde a igreja se submete à vontade de Deus e faz a vontade do Pai, onde ministros(as) têm a coragem  de chamar as pessoas ao arrependimento de seus pecados.  A Igreja que se conformou com os pecados e não fala mais em pecado, já não é mais igreja de Jesus Cristo, já deixou de ser sal e luz do mundo. Que igreja, portanto, queremos ser em 2013?
                                                                          Irio Edemar Genz