sábado, 31 de janeiro de 2015

Somos identificados como santos segundo a Biblia.




Boa parte da minha vida, até esses últimos dias sempre ouvi falar que nós cristãos somos pecadores, somos todos iguais aos não cristãos. Esse é o titulo que deram para nós.
Gostaria de falar sobre como eram conhecidos ou chamados os primeiros cristãos. Não sei informar quando foi retirada essa qualidade de como eram conhecidos os Cristãos.
Abaixo segue uma lista de algumas das passagens Bíblicas falando como eram chamados os cristãos. Os cristãos eram chamados de santos. Se eu hoje disser que eu sou um santo com certeza vão me chamar de herege e tantos outros adjetivos pejorativos. Mas para falar sobre isso eu queria trazer a lembrança o verdadeiro significado de ser santo.
Santo segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida quer dizer: (Que possui santidade).
Santidade – Atributo de Deus pelo qual ele é moralmente puro e perfeito, separado e acima do que é mau e imperfeito. Também é qualidade do membro do povo de Deus que o leva a se separar dos pagãos, a não seguir aos maus costumes deste mundo, a pertencer somente a Deus e a ser completamente fiel a ele.
De acordo com o NT podemos dizer que o cristão é santo, foi separado dos não cristãos. Claro que temos aqueles cristãos modernos, aqueles cristãos seguidores de Baal e Belzebu, com certeza esses não podemos chamar de santos. Faça você mesmo uma avaliação  de cada pessoa segundo o que a Bíblia diz.
Se alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. 1 João 4:20
Não estou aqui dizendo que uma pessoa que se torna cristã nunca mais vai pecar, que o cristão nunca peca.  Esse é outro assunto.
Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. João 3:19
Como diz um ditado: “as suas atitudes falam mais que suas palavras”.  Não adianta alguém dizer que é cristão se não vive como tal.
Amados irmãos, nós que cremos em Cristo não podemos deixar o inimigo distorcer as palavras e nos acusar dar outros títulos, igualando-nos  aos não cristãos. Cristo pagou um preço muito alto por cada ser humano. Você que aceitou esse resgate não é mais escravo do pecado, se Cristo te tirou das trevas, você é nova criatura, portanto digno de ser chamado de santo.
Se você não concorda com isso, me explica todos esses textos abaixo onde os cristãos são chamados de santos?
Agora, porém, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Romanos 15:25
Não tenho necessidade de escrever-lhes a respeito dessa assistência aos santos. 2 Coríntios 9:1
Viajando por toda parte, Pedro foi visitar os santos que viviam em Lida. Atos 9:32
Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus. Apocalipse 14:12
Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade. Romanos 12:13
aos santos e fiéis irmãos em Cristo que estão em Colossos: A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Colossenses 1:2
Foi-lhe dado poder para guerrear contra os santos e vencê-los. Foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação. Apocalipse 13:7
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos e fiéis em Cristo Jesus que estão em Éfeso: Efésios 1:1
eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos. 2 Coríntios 8:4
Embora eu seja o menor dos menores dentre todos os santos, foi-me concedida esta graça de anunciar aos gentios as insondáveis riquezas de Cristo Efésios 3:8
o mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora foi manifestado a seus santos. Colossenses 1:26
Deus não é injusto; ele não se esquecerá do trabalho de vocês e do amor que demonstraram por ele, pois ajudaram os santos e continuam a ajudá-los. Hebreus 6:10
Respondeu Ananias: "Senhor, tenho ouvido muita coisa a respeito desse homem e de todo o mal que ele tem feito aos teus santos em Jerusalém. Atos 9:13
Peço que a recebam no Senhor, de maneira digna dos santos, e lhe prestem a ajuda de que venha a necessitar; pois tem sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para mim. Romanos 16:2
Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, 1 Pedro 1:15
pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo". 1 Pedro 1:16

                                                                                Irio Edemar Genz

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Porque você comemora o Natal?



Hoje a maioria das pessoas já sabe que Jesus Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro, mas assim mesmo comemoramos o Natal neste dia, lembrando-se do nascimento de Jesus Cristo. Para mim a data não é o essencial, pois que está em questão não é o dia em que Jesus Cristo nasceu, mas, sim porque ele nasceu? Com o qual propósito?
A comemoração do Natal, ou melhor, a lembrança do nascimento de Jesus Cristo só faz sentido para nós lembrarmos e comemorarmos neste dia 25 de dezembro se nós acolhermos as próprias Palavras de Deus (Mateus 1:18-21Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente. Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: "José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados". João 3. 16 - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna). E também acolhermos as próprias palavras de Cristo (João 14.6 - Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim).
É comemorado o natal em todo o mundo, mas muitas pessoas hoje não dão mais crédito a Palavra de Deus, e então eu pergunto? Porque comemorar o natal? Jesus não é um pop star que nasceu, cresceu e morreu e por ter sido famoso comemora-se um feriado em lembrança ao seu nascimento. É esse o feriado de Natal que você comemorara?  É esse o sentido do Natal para você?
O verdadeiro natal só tem sentido para as nossas vidas a partir do momento que nós cremos nas Palavras de Deus.
                O natal só tem sentido em nossas vidas se nós crermos em Cristo. Crermos que ele nasceu, cresceu, morreu e ressuscitou para nos perdoar os pecados e nos salvar.
O natal só tem sentido para quem realmente entrega a vida a Jesus Cristo, para quem realmente o reconhece como Salvador e Senhor de sua vida.
Comemorar o natal somente lembrando que Jesus Cristo nasceu é comemorar somente um feriado. Mas, comemorar o natal porque tenho Jesus Cristo como Senhor e Salvador de minha vida é dar crédito a Palavra de Deus, pois foi exatamente para esse fim que Jesus Cristo veio ao mundo, para  nos perdoar e salvar, dando-nos a vida eterna.
Creio que dessa forma podemos ter o melhor natal de nossas vidas, assim como também creio que Deus se alegra quando não ignoramos o seu plano de salvação. Deus não mandou Jesus Cristo ao mundo para ele ser lembrado em um dia do ano, Deus mandou Jesus Cristo ao mundo para ele salvar e perdoar.
Meu desejo é que você possa estar comemorando o Natal porque Jesus Cristo é seu Senhor e Salvador. Caso você comemora somente o nascimento de Jesus Cristo eu lhe convido a entregar sua vida a esse Cristo que veio para perdoar e salvar, assim você poderá ter um feliz e abençoado Natal.
                                                                                         Irio Edemar Genz

domingo, 7 de dezembro de 2014

Aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra.


          Refletindo nessa passagem de João 8.1-11 percebo que muitas vezes usamos essa passagem de forma errada, fora do seu contexto.
Vemos no texto que os escribas e fariseus trouxeram a mulher diante de Jesus com o fim de apedrejá-la até a morte conforme a lei. Os escribas e fariseus não trouxeram a mulher diante de Jesus somente com o fim de exortar ou corrigir, a intenção era matar. Sendo assim creio eu que não podemos pegar esse texto para querer intimidar alguém que vai corrigir ou repreender uma pessoa que vive no pecado.
           Segundo Romanos 12.8 Algumas pessoas podem ter o dom de exortar, claro com amor.
           2 Timóteo 4:2 Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.

           Lucas 17:3-4 Tomem cuidado. "Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe.
           2 Timóteo 3:16-17 Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. Portanto vamos fazer um bom uso da correta interpretação do texto.

A paz de Cristo para com todos.

                                                                                                                 Irio Edemar Genz

domingo, 15 de junho de 2014

Deus é amor.

Diante do que estamos vivendo em nosso país, o mais importante para refletirmos em nossas igrejas creio que é a questão do amor. O que vemos na mídia e nas redes sociais é uma escancarada falta de amor para com os índios, os sem terra, os cristãos, os pobres, os homossexuais, as religiões afro, as mulheres e, especialmente, com a nossa Presidente Dilma Rousseff.
Na Bíblia, o tema do amor é o que mais se destaca. É o resumo de todos os mandamentos, conforme Mateus 22.36-39: “Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Além dessas sábias palavras de Cristo, temos o seu próprio exemplo de vida, o qual ele nos deixou como forma de ensinamento para o nosso próprio viver diário declarando, assim, o amor de Deus por nós, o seu próprio amor para com Deus e para conosco.
A respeito disso o evangelista João nos diz: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Vemos nesta declaração tamanho do amor de Deus, a tal ponto de Ele decidir doar seu próprio Filho para nos salvar; vemos também o próprio amor de Cristo que é capaz de abrir mão de sua vida quando concorda com o plano de Deus e, em obediência a Ele e por compaixão a humanidade, se entrega na cruz para que o plano de Deus de salvar o ser humano se torne real.
Na primeira carta de João vemos um relato mais prático do verdadeiro amor de Deus, de como Ele se manifestou em nós e de como este amor é demonstrado em nossas vidas quando o recebemos de Cristo, pois somente amamos porque Ele nos amou primeiro (1 Joao 4.10).
A Palavra de Deus em 1 João 4. 7-8 é um chamado a amarmos uns aos outros, porque o amor procede de Deus, e João ainda enfatiza que somente quem ama é nascido de Deus e conhece a Deus, e aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Um pouco antes em 1 João 3. 15-16 ele ainda é mais incisivo, pois nos diz que: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos”.
Este é o legado de Cristo: o amor que é capaz de dar a própria vida pelos irmãos. Esse é o chamado para o nosso viver diário, pois como também Paulo fala em 1 Coríntios 13 o amor é o dom supremo. Não adianta falar nas línguas dos anjos, não adianta profetizar, conhecer todos os mistérios, toda a ciência, ter fé a ponto de transportar montanhas, não adianta distribuir os bens aos pobres nem entregar o próprio corpo para ser queimado, pois se não tivermos amor nada disto tem importância. Entre a fé, a esperança e o amor, o mais importante é o amor.
Espero que diante de tanta injustiça, de tanto preconceito, diante de tanta falta de amor, possamos nos colocar diante de Deus em oração e pedir para que Ele nos ensine o verdadeiro amor. Que diante da sua grandeza e de seu poder, através do Espírito Santo, Ele possa nos ensinar a amar uns aos outros assim como Ele nos amou. Que possamos pedir um coração sensível e assim, também, vivermos em obediência a sua vontade, já que como cristãos declaramos conhecer a Deus (1 Jo 2.3).

                                                                                                              Irio Edemar Genz

domingo, 6 de abril de 2014

BATISMO – é um ato de louvor ou de vergonha para a igreja?

Minha intenção aqui não é dizer que o Batismo adulto é o correto nem que o Batismo infantil é incorreto, pois a bíblia não fala de Batismo de pessoa adulta nem de Batismo de crianças. Quando a Bíblia fala de Batismo ela não especifica idade, mas fala da ordem dada por Cristo em Mateus 28.19 e que, a partir do surgimento da igreja, esta ordenança ou sacramento torna-se o ato primordial para que alguém venha a fazer parte da Igreja de Cristo, do corpo de Cristo. O Batismo é necessário – não para a salvação, mas para mostrar em que está baseada a nossa fé.
A palavra de Deus antecede o Batismo. Assim, sem a compreensão exata do significado do Batismo ocorre o que Lutero já advertiu no passado: o Batismo pode se tornar uma brincadeira de homens! O Batismo tem um significado para a própria pessoa batizada e também para a própria sociedade onde esta vive. Independente da idade, o Batismo não pode ser administrado levianamente, pois isto poderá dissipar a graça contida no Evangelho.
Uma pessoa somente poderá receber o Batismo após ouvir e aceitar o Evangelho (At 2.38; At 8.37; At 16.14-15,31-33), uma vez que não há como uma pessoa fazer parte do corpo de Cristo sem professar sua fé nele. A vida em comunhão só tem sentido quando eu concordo com a fé que o grupo confessa. Sendo assim, só posso me tornar um cristão quando concordar com o que Cristo declara: que eu sou um pecador, que sem Ele estou afastado de Deus. Somente posso me tornar um cristão quando crer que Jesus morreu e que ressuscitou para me dar a certeza da vida eterna; somente posso me tornar um cristão quando aceitar Cristo como meu único Salvador e Senhor. Nenhum ser humano pode ser salvo sem ter Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. A causa essencial para a salvação é o crer, não o Batismo. Assim torna-se ilógico o Batismo antes da confissão. Pois, como alguém pode viver o Batismo sem crer?
Portanto, batizar uma pessoa que não quer aceitar Cristo como Senhor e Salvador de sua vida é o mesmo que brincar de ser cristão, é fazer do Evangelho uma zombaria. Isto tem acontecido muito no meio evangélico, seja em ambientes Pentecostais ou Neopentecostais, onde muitos adolescentes recebem o Batismo como mero “costume”. Flagrante é tal fato também em igrejas históricas, onde o Batismo infantil é mais um acontecimento “tradicionalista” do que realmente um modo de vida.
            A pressão que muitos adolescentes sofrem para receberem o Batismo ou para serem confirmados pode ser vista como uma “obrigação”, quando feita com o intuito de não causar uma má impressão aos pais frente à sociedade ou até mesmo frente à Comunidade. Ou seja, é mais uma vergonha para o Evangelho, visto que, nestes casos, o que muitos adolescentes professam frente à Comunidade reunida não condiz com a forma como levam a sua vida, como agem no seu dia-a-dia. Em grande parte dos adolescentes podemos dizer que não há qualquer sinal de comprometimento com a sua “declaração de fé”. Isso se dá uma vez que os mesmos se sentem pressionados – seja pelos próprios pais ou pela igreja – a se comprometer com algo que, muitos deles, nem mesmo querem como verdade para as suas vidas. E isso é uma oportunidade para o mundo zombar do Evangelho.
Cabe a você que é ministro/a e também aos pais repensar o significado do Batismo, repensar o incentivo que vocês têm dado para que o adolescente seja batizado, confirmado. Cada pai conhece seu filho, cada pastor conhece suas ovelhas (ou deveria conhecer!). Portanto, vocês que são pais e que sabem que seus filhos não querem um relacionamento sério com Cristo, por favor, não os forcem a receber a graça do Batismo, a fim de manterem seus status frente à sociedade ou até mesmo frente à igreja – lembrem-se de que seus status podem fazer do testemunho do Evangelho uma zombaria. Talvez, o que seus filhos precisam é ver, em primeiro lugar, o Batismo sendo vivido diariamente em suas próprias vidas. Você que é ministro/a não faça do Batismo um termômetro para dizer que seu ministério é abençoado. O Batismo, uma vez realizado sem o devido comprometimento, transformará a sua igreja numa empresa, deixando de ser a igreja de Cristo e você se tornará um empregado e não um servo de Deus. E vocês adolescentes que se sentem pressionados conversem com seus pais, com o ministro/a de sua igreja, explique os motivos pelos quais você não quer ser batizado ou confirmado.
O primeiro sinal visível da graça de Deus é Cristo e não o ato do Batismo. Alguns dizem que a ordem dos fatores não altera o produto. Bem, nunca vi alguém começar a construção de uma casa colocando em primeiro lugar o telhado, as janelas, as portas e, por último, o fundamento, o alicerce. Você pode até ter em mãos todo o material necessário, porém, não pode começar a construção de cima para baixo, do telhado em direção ao fundamento. Creio que é isso que acontece quando colocamos o Batismo antes da confissão (antes do fundamento = fé em Cristo). Até podemos construir uma casa sem o alicerce, o fundamento. Mas, com certeza, tal construção não subsistirá.
Falamos tanto em amor, em liberdade, mas no fundo muitos pais e ministros/as acabam tirando essa liberdade dos adolescentes, querendo “induzi-los” a ser o que não querem ser, a confessar algo em que não acreditam. Isto é uma prova de falta de amor.  Creio que, enquanto existir o “tradicionalismo” dentro de qualquer igreja e enquanto nossos adolescentes se sentirem obrigados a confessarem uma fé a qual eles não querem abraçar, a igreja continuará os afastando de Deus.
Nossos adolescentes precisam de exemplos que guiem a sua vida de fé e não de um mero “tradicionalismo”.
                                                            Irio Edemar Genz

domingo, 16 de março de 2014

Quem sonha em um dia ser rico?

Ultimamente, tenho feito essa reflexão em torno do que a Bíblia fala sobre a riqueza, especialmente, sobre Mateus 19.23-14: “Então disse Jesus a seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrara no reino dos céus. E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. Esse texto ouvi sendo citado, há uns 23 anos atrás, numa pregação quando ainda morava no interior de Entre-Ijuís/RS, depois disso não lembro mais de tê-lo escutado em outra pregação. Creio que hoje esse texto não é mais bem-vindo em nossas igrejas (como tantos outros!), onde o foco de muitos ministros/as é a permanência dos membros em suas comunidades, não mais a permanência dos membros em Cristo. Isso porque a maioria dos homens e mulheres do século XXI não estão mais dispostos a ouvir sermões sobre arrependimento, ou ainda, ser confrontados com seus desejos egoístas. Nem ministros/as querem perder membros, especialmente, aqueles que têm dinheiro. Por mais que o texto diga apenas “dificilmente”, não “impossível”, assim mesmo, o mesmo já da coceira nos ouvidos de muitas pessoas.
Claro, existe uma diferença entre ser rico e servir ao dinheiro.  Em Mateus 6.24 Jesus diz que não podemos servir a Deus e às riquezas.
Lembro-me aqui da vida de Jó, o quanto ele era rico e o quanto amava a Deus. Jó não confiava em suas riquezas e nem ficou abalado quando perdeu tudo. Jó sabia que tudo o que ele tinha veio de Deus e que não era o que ele tinha que determinava quem ele era; diferente do mundo presente em que vivemos, onde para a sociedade o que determina o que uma pessoa é, é o que ela tem de bens materiais – talvez, não seja só na sociedade que isso aconteça, mas na igreja também.
Não sou hipócrita em dizer que não sonho em ser rico e, também, não vejo problema em alguém ser rico. O grande problema existente é descrito em 1 Timóteo 6.10: “porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”. Existem duas formas de, um dia, nos tornarmos pessoas ricas: a mais difícil é vivendo honestamente; a mais fácil e, com a qual não corremos risco de vida, é entrarmos para a vida política. Não estou dizendo com isso que todo político é corrupto, creio que cada um de nós sabe fazer essa avaliação, mas em quatro anos de mandato é difícil um político multiplicar seu patrimônio vivendo honestamente.
Creio que a riqueza é a maior pedra de tropeço para todo ser humano, assim como foi com o jovem rico (Mt 19.16ss.). Ele era uma pessoa que observava todos os mandamentos, mas uma coisa lhe faltava, assim como também na história do rico e o mendigo (Lc 16.19ss.). Mas o que fazer diante desse sonho existente em nós de ficarmos ricos? – quando falo em pessoa rica me refiro a uma alguém que tenha uma casa própria, um carro próprio, um plano de saúde razoável e um salário compatível para ter seus momentos de passeio e lazer.
Não sou adepto da teologia da prosperidade e, se fosse, acreditaria ser necessário que seus adeptos lutassem mais por igualdades salariais em todas as funções, uma vez que é impossível todo cristão ser rico numa sociedade onde apenas alguns detêm o poder e o dinheiro gerado por toda a economia do país.  Creio que é por isso que Jesus diz para estarmos contentes se tivermos o que comer e com o que nos vestir, pois o restante são somente preocupações deste mundo, e dele nada podemos levar. Somos seres humanos dotados de uma sabedoria imensa, basta estarmos em comunhão e oração com Deus, colocando nossos desejos em suas mãos e fazendo a nossa parte, pois a própria palavra oração já nos dá o sentido da nossa vida: ora + ação.  A oração que não acompanha a ação não é oração.
Como vimos até aqui, não existe problema em ser rico o problema está em amar o dinheiro ou, ainda, o problema está em como nos nós tornamos ricos. Será que é conforme Tiago 5.1-6: “Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Tendes vivido regaladamente sobre a terra; tendes vivido nos prazeres; tendes engordado o vosso coração, em dia de matança; tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência”?
Como temos conseguido adquirir nossos bens materiais? Se Jesus pedisse para você vender tudo e dar o dinheiro aos pobres o que você faria?
                                                                                               Irio Edemar Genz

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Assim como está escrito... acontecerá, quer você creia quer não.


2 Pedro 2.1-3.18

E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2  E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
3  E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
4  Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;
5  E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
6  E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;
7  E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis
8  (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas);
9  Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados;
10  Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades;
11  Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.
12  Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção,
13  Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;
14  Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição;
15  Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça;
16  Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta.
17  Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva.
18  Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro,
19  Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.
20  Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se lhes o último estado pior do que o primeiro.
21  Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;
22  Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.
1  AMADOS, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero;
2  Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador.
3  Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,
4  E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.
5  Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste.
6  Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio,
7  Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios.
8  Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.
9  O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10  Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.
11  Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,
12  Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
13  Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.
14  Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.
15  E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada;
16  Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.
17  Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza;
18  Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.

(pregação do apostolo Pedro. Qualquer ensinamento que vai contra este é pura heresia.)

domingo, 7 de julho de 2013

O que é ética cristã?

            Diante de tantos debates e de tantas convicções diferentes e, talvez, diante de tantas dúvidas que surgem neste século, onde a maioria das pessoas não sabe mais o que é certo ou o que é errado, diante da postura de algumas igrejas que tendem a se parecer mais com um clube, um circo ou mesmo uma empresa, do que propriamente com uma igreja, parece que a ética cristã não faz mais parte do currículo cristão ou a ética cristã neste século sofreu uma aculturação. Pode a ética cristã sofrer aculturamento? A partir dessa situação, faço uma meditação sobre o tema ética e igreja.
          A partir do site http://www.mackenzie.br/7153.html  encontrei algumas definições de ética - palavra originada do grego (èthike) que significa "modo de ser" ou "caráter"; define o conjunto de preceitos sobre o que é moralmente certo ou errado; pode ser entendida por costume ou propriedade de caráter ou, ainda, investigação geral sobre aquilo que é bom. A ética existe em todas as sociedades humanas como um conjunto de regras, princípios ou maneiras de pensar, as quais guiam as ações de um grupo em particular (moralidade) ou um estudo sistemático sobre como devemos agir (filosofia moral).
            Uma pessoa é ética quando se orienta por princípios e convicções. Dizemos que tem caráter e boa índole.
          Ética e moral, ambos se referem ao conjunto de valores e princípios que norteiam a conduta humana. Entretanto, têm as seguintes diferenças:
             Ética representa normas escritas e editadas. Ser ético é obedecer a normas editadas.
          A Moral representa reação psicológica. Quando alguém pratica ação imoral provoca reação de rejeição no meio social.
      Esta norma ética é imoral! (ou seja, embora previsto em lei ser correta acabou provocando reação de rejeição no meio social).
           A ética cristã tem elementos distintivos em relação a outros sistemas. O teólogo Emil Brunner declarou que “a ética cristã é a ciência da conduta humana que se determina pela conduta divina”. Os fundamentos da ética cristã encontram-se nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, entendidas como a revelação especial de Deus aos seres humanos.
           Em um sentido geral, podemos dizer que um ser humano é ético quando vive de acordo com as normas editadas e que determinam o modo de vida de cada sociedade, grupo de pessoas ou empresas, definindo o que é certo e o que é errado. Sendo assim para sermos éticos temos que nos adaptar às normas editadas pelo grupo de pessoas onde nos encontramos, temos que nos adaptar segundo a cultura de cada povo.
       Dessa maneira, eu só seria antiético ao desrespeitar o modo de vida das outras pessoas. Entretanto, como nem todo mundo é cristão, ou seja, como nem todo ser humano quer estar sujeito às orientações de Deus, paramos diante de duas estradas e, portanto, temos que tomar uma decisão: ou ignoramos as orientações de Deus (ética cristã), ou nos tornamos uma pessoa mascarada, de duas caras; optamos por viver como um camaleão ou, ainda, esquecemos que a Bíblia é a Palavra de Deus e que Deus existe - assim, eu mesmo defino as normas de vida de uma sociedade). Dessa maneira, extinguimos a ética cristã.
            O teólogo Emil Brunner faz uma definição muito coerente quando diz que a ética cristã é a ciência da conduta humana que se determina pela conduta divina. Creio que esta afirmação não geraria nenhuma polêmica se todos os seres humanos do nosso século que se dizem ser cristãos ainda acreditassem que a Bíblia é a Palavra de Deus. Porém, como para muitos a Bíblia somente contém a Palavra de Deus, também fica difícil dialogar, pois, nesse caso, quem seria a pessoa certa para determinar ou dizer o que na Bíblia é Palavra de Deus e o que não é Palavra de Deus?
            Creio que a Bíblia é a Palavra de Deus e a vida da Igreja deve estar fundamentada nos ensinos da Palavra de Deus.
        O que seria então para um cristão a ética cristã? Se for ético é obedecer a normas editadas, para o cristão é o obedecer a normas ditadas por Deus (os seus mandamentos). Não falo somente dos 10 mandamentos, mas de todos os ensinamentos de Cristo que se encontram na Bíblia. É por isso que o cristão é chamado a ser sal e luz no mundo, pois seu estilo de vida é para ser baseado na vontade de Deus, não segundo o pensamento de um grupo de pessoas que cria as suas próprias normas.
        Em 1 Jo 5.2-4 diz: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados”.
          A ética cristã é determinada pela Palavra de Deus. 1 Jo 1.5 – 2.5 diz: “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.  Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele”.
           Ética cristã não é nada mais do que ter uma vida coerente com a Palavra de Deus, como diz o texto acima: “Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade”. Portanto, se alguém afirmar que é cristão, mas no cotidiano apresentar uma vida totalmente fora da vontade de Deus (Mt 7.21; Rm 1.18-32; 1Co 6.9,10; Gl 5.10-21; Ap 22.15), este está também tomando parte na falta de ética cristã.   
          Portanto amados irmãos em Cristo, quando nós confessamos Cristo como Senhor e Salvador estamos reconhecendo que nosso modelo de vida está baseado nele, na sua forma de falar, agir e (con)viver. Nele, através da ação do Espirito Santo, somos feitos novas criaturas (2Co 5.17), nossos princípios e convicções passam a ser os seus ensinamentos e, dessa maneira, é que demonstramos nossa postura ética ou antiética. Como cristãos, estamos sendo éticos ou antiéticos em nosso modo de viver?
                                                                                  Irio Edemar Genz

domingo, 16 de junho de 2013

O que julgamos: Intenções ou atitudes?

         A intenção do coração do ser humano só ele mesmo conhece; nenhuma outra pessoa pode dizer qual foi sua verdadeira intenção ao falar ou apontar para algo. Para alguns, numa mesma atitude, posso estar julgando; já para outros, posso estar demonstrando amor. Isso depende do ponto de vista de cada um, de como prefiro ver a declaração do outro. Creio que, quando alguém aponta um pecado de outra pessoa, está falando de um fruto visível na vida dela, estando baseado naquilo que as Escrituras apontam como sendo pecado. Agora, quando alguém aponta para a intenção do coração daquele que apontou o pecado já está julgando – não uma atitude (fruto visível), mas algo que ele não conhece, algo que só a Deus pertence. Vejamos:

         Mateus 14 – Será que João Batista perdeu a sua cabeça por gostar de apontar o pecado de Herodes? Será que João Batista gostava de apontar o dedo no nariz de Herodes? Será que João Batista estava pensando no futuro de Herodes? Alguns vão dizer que o ato de João Batista é de um homem que gosta de julgar os outros, que só enxerga o cisco no olho do irmão, mas não vê a trave que esta no seu próprio olho. Outros vão dizer que o ato de João Batista foi um ato de amor ao próximo, pois João Batista estava também preocupado com a vida espiritual de Herodes.
         Será que falar sobre pecado ou chamar a atenção do pecador é sinal de julgamento? Ou falar sobre pecado e chamar a atenção dos pecadores é um ato de amor para com os pecadores não arrependidos?
         Quando Jesus chamou os escribas e fariseus de hipócritas em Mateus 15.7; 23.13-15; 23.23; 24.51, ele estava julgando ou estava admoestando?
         Quando Paulo fala em Gálatas 5.19-21 que aqueles que praticam “adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas não herdarão o reino de Deus”, ele está julgando estas pessoas ou está admoestando?
         Quando Paulo fala em 1 Coríntios 6.9-10: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” – ele estava julgando ou estava alertando com amor que quem está neste caminho não entrará no reino de Deus?
         Quando o apóstolo Paulo, ou melhor, quando o Espírito Santo inspira o apóstolo a escrever suas cartas e, em Romanos 1.18-32 ele assim escreve: “Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações” e “Por isso Deus os abandonou às paixões infames” e, ainda “assim Deus os entregou a um sentimento perverso” – o que nós vemos nestas declarações de Paulo, ou melhor, do Espírito Santo, de Deus?
         Há duas formas de ver Deus diante dessas palavras do apóstolo. Primeiro, posso ver um Deus injusto, que não ama o ser humano, um Deus sem misericórdia e que gosta de ver o ser humano ser humilhado e mandado para o inferno.  Segundo, posso ver um Deus de amor, um Deus que ama sua criação (o ser humano), um Deus cheio de misericórdia, um Deus que faz de tudo para que o ser humano não vá para a eternidade longe de dEle, ou seja, para o inferno.
         Pessoalmente, vejo um Deus de amor, de misericórdia, um Deus capaz de fazer de tudo (menos obrigar alguém a aceitar a sua vontade ou fazer uso do ser humano como se ele fosse uma marionete) para que o ser humano se dê conta de sua verdadeira situação. Digo isso porque conheço muitas pessoas que se consideram boas, justas, honestas e sem pecados ou, ainda, com só alguns “pecadinhos”... nada de mais. Creio que é por isso que Deus é capaz de entregar o ser humano à total perversidade. Talvez, dessa forma, ele consiga enxergar a sua real situação reconhecendo, assim, que precisa de Cristo, vindo a se arrepender de seus pecados e passando a crer que a Bíblia não é um livro homofóbico, mas um guia para toda pessoa não se perder em meio a tantos caminhos que os homens constroem, tendo em vista ir ao encontro de Deus.
         Diante desta reflexão pergunto: João Batista julgou ou amou? Jesus julgou ou amou? O apóstolo Paulo julgou ou amou? O Espírito Santo e Deus julgaram/julgam ou amaram/amam? E, quando eu ou qualquer outro pregador fala que adúlteros, homossexuais, avarentos, etc. não herdarão o reino de Deus nós estamos julgando ou, simplesmente, estamos mostrando o verdadeiro caminho que a Bíblia aponta?
         Como pode alguém julgar a intenção do meu coração, a de João Batista, de Jesus, de Paulo ou de qualquer outra pessoa? Será que muitos não estão julgando mais a intenção do coração do irmão que aponta os pecados, do que as próprias atitudes dos pecadores?
                                                                           Irio Edemar Genz