domingo, 3 de junho de 2012

Como queremos glorificar o nome de Deus?

O Brasil está se tornando a cada dia um país mais evangélico. Por outro lado, cresce também o número de ateus e de pessoas decepcionadas com a igreja e, de certa forma, com Deus.
Mas porque isso acontece, se o dever da igreja é levar o amor de Deus para as pessoas? Quem é o culpado pelo número crescente de ateus e de pessoas decepcionadas com a igreja e com Deus, se tudo o que a igreja faz é para a glória de Deus?
Não tenho uma caminhada muito longa com Cristo, mas o suficiente para fazer alguns questionamentos bíblicos sobre a realidade da nossa igreja, a qual quer ganhar o mundo para Jesus Cristo. Mas de que modo?
Queridos amigos e irmãos em Cristo, não posso deixar de dizer que tudo isso tem início dentro das igrejas (instituições religiosas), pois os ensinamentos de Deus, a pregação da Palavra de Deus, o viver como verdadeiros cristãos, são questões ensinadas por ministros e ministras do Evangelho, por pessoas chamadas ou que se dizem ser chamadas por Deus.
Li recentemente um livro (Feridos em nome de Deus – Marília de Camargo César), onde a autora relata vários testemunhos de pessoas que sofreram “abusos espirituais”, onde muitos deixaram a igreja e ficaram decepcionados com Deus. Concordo com ela em alguns pontos ou com alguns aspectos dos testemunhos citados. Sabemos que, hoje, existem alguns líderes que estão fazendo da igreja um grande negócio, usam a palavra de Deus, simplesmente, para se promoverem e para ficarem ricos.
Queridos irmãos em Cristo e também você que vê a igreja como um mercado religioso, lembre-se de que devemos estar atentos a uma coisa: Deus não pode ser culpado pelos erros do ser humano, temos que saber diferenciar o que é um verdadeiro e o que é um falso ministro. E isso só acontece quando buscamos a sabedoria de Deus em oração e meditamos dia e noite em sua Palavra. Não estou aqui para defender aqueles que deturpam a Palavra de Deus, nem para acusar alguém de irresponsabilidade. Mas uma coisa é certa: Cada um de nos responderá pelos seus próprios atos. Aqueles que querem tirar proveito fazendo uso da Palavra de Deus, um dia receberão sua recompensa, e aqueles que foram machucados por esses falsos profetas, não poderão usar o argumento de que foram traídas, como fonte de defesa. Sempre temos a oportunidade de recomeçar.
Eu também sou vítima desse abuso espiritual, se quisesse culpar a igreja por me enganar com tantos ensinos falsos, teria N motivos, também teria motivos para estar decepcionado com Deus, pois, de certa forma, vemos e cremos que Deus dá inspiração para tais ministros. Porém, graças a Deus, Ele me deu forças para buscar a verdade, e creio que tem me dado sabedoria para, hoje, diferenciar o que é de Deus, o que é do homem e o que é do maligno. Cristo não nos deixa na mão quando o buscamos de todo o coração.
Tudo o que ouvimos de pregadores temos que perguntar qual é a base bíblica usada como fundamentação, e se a mesma está sendo interpretada dentro do seu contexto. Isso quer dizer que temos que conhecer a Bíblia, sem esse conhecimento não teremos critérios suficientes para dizer o que é certo e o que é errado.
Mateus 6.19-21 - Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, ai estará também o teu coração.
Neste texto encontramos uma orientação para todo ser humano e, através desta orientação, podemos perceber em uma pessoa qual é a prioridade dela em sua vida, qual é o seu verdadeiro objetivo, onde está o seu tesouro, ou melhor, o seu coração. Não estou dizendo que não temos o direito de ter uma casa própria, de possuir um carro ou fazer qualquer coisa que gostamos. O texto não diz isso. O que o texto está dizendo é que não devemos ACUMULAR tesouros sobre a terra, tanto que o texto a seguir – Mt 6.25ss. – nos diz para não estarmos preocupados com as coisas terrenas, mas que devemos buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus e sua justiça e todas as outras coisas serão acrescentadas para termos uma vida digna e justa. Contudo, também temos que ter cuidado porque muitos dirão que têm muita riqueza pelo simples fato de terem buscado o reino de Deus em primeiro lugar.
Quando Deus dá riqueza para um homem, creio que isto é feito com o intuito de a pessoa servir àqueles que têm necessidades, investindo, assim, no reino de Deus. Creio que todo verdadeiro cristão tem prazer em investir no reino de Deus, pois para ele está claro que ele não vai levar nada desta vida.
Mateus 6.24 – Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas.
Creio que aqui encontramos a causa de tantos problemas envolvendo a liderança da igreja, ministros e ministras, pastores e pastoras, etc. Quando pessoas chamadas por Deus começam a se envolver com questões de riqueza, quando seu desejo está em acumular bens materiais, não demora muito para um líder se tornar hipócrita e começar a ter o anseio de tirar mais dinheiro dos seus membros. A mídia tem apresentado várias destas questões envolvendo lideranças religiosas, mostrando a riqueza adquirida por tantos pastores e creio que, cada um que está lendo esta reflexão, também tem conhecimento de algum líder religioso mercenário.
Somos chamados a investir no reino de Deus; a igreja é chamada para demonstrar o amor de Cristo, mas, infelizmente, ela tem se preocupado mais com a mordomia própria do que com os cuidados que deveria ter com o seu rebanho. Vemos tantos “mega templos” sendo construídos, bilhões sendo investidos para a luxuria da própria igreja, isso só para dar ibope para ela própria, sendo que, enquanto isso, milhões de pessoas estão morrendo de fome, morando nas ruas e, perdendo assim, a oportunidade de ouvir falar sobre Jesus Cristo, o Salvador.
Do meu ponto de vista, a igreja que quer um templo de luxo, esqueceu-se do reino de Deus, pois a prioridade no reino de Deus são pessoas e não outras coisas. Procure saber qual é a percentagem que sua igreja investe em missões e quanto ela investe com coisas banais, fúteis, aí você descobrirá com o que a igreja está preocupada ou qual é sua prioridade. A igreja que não coloca prioridade nos seus investimentos em missões está correndo um sério risco de sumir do mapa, além de não estar dando prioridade no reino de Deus.
1 Timóteo 6.10 - Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.
Para terminar, lembramos do que Paulo fala a Timóteo: o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, onde alguns se desviaram da fé e se atormentaram com muitas dores. Também, neste caso, temos vários exemplos que a própria mídia também já divulgou. Há vários artistas que acabaram se desviando da fé por causa da fama e do dinheiro; não são só artistas, mas falo deles por serem pessoas mais conhecidas, com maior influência, principalmente quando se trata do meio do mundo da música gospel.
Quando Deus chama alguém para pregar a Palavra ou para ser um ministro de louvor, a sua intenção é para que o reino de Deus cresça e     o seu nome seja glorificado. Mas o que alguns pregadores e alguns ministros de louvor estão fazendo é difamar o nome de Deus, pois muitos cobram cachês para ministrar a Palavra ou ministrar o louvor. Queridos, uma pessoa dessas nunca será convidada por mim. Não é uma pessoa de sucesso que vai me trazer a Palavra de Deus, nem um ministro de louvor famoso que vai me ensinar a louvar melhor. Não estou dizendo que não podemos convidar pastores ou ministros conhecidos para ministrar em nossas igrejas, apenas acho que, quando uma igreja paga para alguém vir ministrar, ela mesma está incentivando e enriquecendo aqueles que se aproveitam da Palavra de Deus para seus próprios prazeres e interesses.
Meus irmãos, Deus distribui seus dons à igreja para a edificação de todos e isso faz com que o corpo de Cristo (sua Igreja) cresça. Precisamos buscar, continuamente, a Deus, que ele nos dá tudo de graça. Não precisamos pagar para ouvir Deus falar, seja através da pregação da Palavra ou do louvor.
Quem paga para que Deus venha falar na sua igreja, já perdeu a comunhão com Deus e não vai ouvir Ele falar. Talvez, seria melhor deixar de ser ministro de Deus do que ter este título e não ouvir Deus falar, pois como alguém que não ouve a voz de Deus deseja ser um ministro dele?

                                                                                    Irio Edemar Genz

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O VERDADEIRO AMOR



UM CASAMENTO SÓ ACABA ONDE NÃO SE ENTENDE O QUE É O AMOR

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.”
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros…
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de
mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar, alegria esta que a solidão nega a todos que a possuem…”

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O amor de Cristo e o amor das instituições religiosas

O amor somente é verdadeiro quando se renuncia algo de si mesmo. Efésios 5.1-2 – “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”. 
A palavra amor nos remete a vários significados. E, para um melhor entendimento deste texto acima, gostaria de analisar a definição de dois conceitos de amor – um, segundo o Dicionário Aurélio e outro, segundo o Dicionário da Bíblia Almeida. 
Segundo Aurélio o amor pode ser definido como um sentimento que predispõe (leva) alguém a desejar o bem de outrem. Sentimento de dedicação absoluta (total) de um ser a outro ou a uma causa. 
Segundo Almeida, amor envolve consagração a Deus (Jo 14.15) e confiança total nele (1 Jo 4.17), incluindo compaixão pelos inimigos (Mt 5. 43-48; 1 Jo 4.20) e o sacrifício em favor dos necessitados (Ef 5.2; 1 Jo 3.16). Somos chamados a sermos imitadores de Deus e andarmos em amor como também Cristo nos amou. Aqui se encontra o maior exemplo de amor e, ao olharmos para este amor, veremos como muitas igrejas se encontram longe do mesmo. 
A igreja (ministros e ministras) hoje nos chama para sermos imitadores de Deus, de Cristo, e esquece que ela mesma também é chamada a ser imitadora de Cristo. Todo o cristão ao ouvir a palavra amor é remetido a mais de 2000 anos atrás e, portanto, é levado a lembrar-se do que Cristo fez por nós. Para todo cristão que percebe a necessidade de amor de alguma pessoa, seu conselho deveria ser de que tal pessoa somente encontrará este amor em Cristo, na igreja. Em Cristo, sem dúvida, sempre encontraremos o verdadeiro amor. Entretanto, cada dia que se passa está mais difícil de encontrar este amor de Cristo na igreja. Pergunto: isto acontece porque a igreja é composta de pessoas ou porque as pessoas não estão mais dispostas a viver o amor de Cristo? Fato é que a igreja hoje tende a estar mais preocupada com números do que com serem humanos. 
Nas últimas quatro igrejas que visitei juntamente com minha esposa, apenas uma, isto é, apenas em um ponto de pregação aonde ministros de fora vêm para pregar, é que tivemos um diálogo com o pastor. Somente ele perguntou os nossos nomes e de onde nós éramos. Também alguns membros daquele ponto de pregação nos convidaram para retornar e participar de mais cultos. Não busco ser reconhecido por ninguém, nem sou carente de amor, mas uma igreja que não pergunta o nome de seus visitantes e não convida os mesmos para voltar, não sabe o significado de igreja, não sabe o que significa amor. 
Atualmente, podemos dizer que a falta de amor nas igrejas é consequência de uma teologia controvertida de nossas instituições religiosas ou de um fraco ensino teológico, ou ainda, de um interesse pessoal, onde a pessoa busca tirar proveito através da fé de pessoas com pouco conhecimento em questões de fé em teologia. Cada instituição (igreja) faz seu plano de trabalho e, em cima disso, busca alcançar seus objetivos. Mas pergunto: quais são seus reais objetivos? 
Na maioria das vezes, as notícias na mídia apresentam algumas instituições como uma fonte de lucro de alguns ministros, como, por exemplo, a igreja N que está construindo o maior templo, o pastor N que acumulou muitos bens materiais, entre outros. Percebe-se aí o interesse, ou melhor, o objetivo de algumas instituições eclesiais gira em torno do arrecadar dinheiro e de construir mega templos. Da mesma forma, em outras instituições, perde-se tanto tempo com reuniões e mais reuniões para discutir o que a igreja vai fazer com os bens que ela possui ou pretende adquirir, como adquiri-los, e nunca sobra tempo para evangelizar e enviar missionários para povos não alcançados pelo Evangelho. 
A igreja esqueceu do “ide” proclamado por Jesus e adotou o “vinde”. Hoje, o centro do culto é uma mensagem de autoajuda; ministros e ministras estão mais preocupados em agradar aos homens do que a Deus. Com este sentimento de agradar aos homens o amor de Cristo é deixado de lado e passa a atuar na igreja um amor de interesses, onde uma pessoa somente tem atenção total de alguns ministros e ministras quando o mesmo vê que ela tem algo de valor para dar à igreja. Aquele amor de dedicação absoluta de um ser a outro ou a uma causa, aquele amor como um sacrifício em favor dos necessitados, está fora da maioria dos ambientes eclesiásticos. 
Pessoas problemáticas, muitas vezes, são deixadas de lado pela igreja. Ela somente quer trabalhar com pessoas que não lhe tragam dor de cabeça. Cada ministra e ministro está ligado a uma instituição religiosa, e a ela foi dado o dever de cuidar e zelar pela pregação de um Evangelho puro. Quando não existe mais este cuidado por parte dos responsáveis da instituição frente a seus ministros e ministras, a igreja de Cristo começa a sofrer com falsos ensinos e a ser destruída por gananciosos. 
Nesse sentido, vale ressaltar que o dever da liderança é zelar pelo testemunho e ensino de seus ministros e ministras e, quando a mesma não faz isto, deixa de ser porta-voz de Deus e passa a ser cúmplice dos atos de seus ministros e ministras. Não podemos chamar uma instituição de “religiosa” quando ela está preocupada somente em levantar um patrimônio milionário, quando está colocando seus usos e costumes acima da Palavra de Deus, quando está engessada por uma forma de culto (liturgia) de 500 anos atrás. Cristo não quer ver quem construiu a maior igreja, não olha a santidade de cada pessoa segundo seus usos e costumes, muito menos quer ser cultuado de forma mecânica; ele não instituiu uma forma única de culto, somente deseja que seus filhos o adorem em espírito e em verdade. 
Prédios, usos e costumes não bíblicos, tradição, tudo isto não tem valor nenhum para Deus. Ai da igreja que coloca isso como sua prioridade! 
Enquanto se constrói monumentos, se discute usos, costumes e tradição humana, o amor vai acabando e pessoas vão para o inferno. 
O que nossa instituição religiosa, o que você como ministro e ministra de Deus tem para apresentar a Ele? Templos, santidade através de usos, costumes e tradição ou pessoas que você levou até Ele? Pense nisso. Irio Edemar Genz

domingo, 25 de março de 2012

Homens de Deus ou homens rebeldes?

O que diferencia um homem de Deus de um homem rebelde? Rebelde é um adjetivo para qualificar alguém que não obedece ninguém e nem escuta conselhos, que acredita que possui uma autoridade legítima.
Homens de Deus são fiéis ao que dizem; são honestos e pessoas de confiança. São firmes, decididos e dedicados. São aqueles que têm consciência de que Deus os chamou não para governar o povo com rigor, mas para cuidar do seu povo; são aqueles que cuidam da sua própria vida, antes de cuidar do povo de Deus. Um homem de Deus prega a si mesmo, antes de pregar ao povo. Sua vida é o seu mais eloquente sermão. Homem de Deus é aquele que é exemplo de vida, de piedade para o seu próprio rebanho. Ele em nada considera a vida preciosa para si mesmo, a fim de velar pelo rebanho – ele dá a sua vida pelo rebanho. Ele é aquele que pastoreia TODO o rebanho: as ovelhas dóceis e as indóceis. Ele é um pastor que compreende que a igreja é de Deus e não dele. Deus nunca nos passou procuração para sermos donos do rebanho. A igreja é de Deus. O homem de Deus é um pastor que compreende que a igreja custou muito caro para Deus: o sangue do seu Filho. A igreja é a Noiva do Filho de Deus. A igreja é a menina dos olhos de Deus. Ele tem zelo pela igreja.
“O caráter nunca é comprovado por uma declaração escrita ou oral de convicções. É demonstrado pelo modo como vivemos, pelo comportamento, pelas escolhas e decisões. Caráter é a virtude vivida” (Manual do Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. Rio de Janeiro, CPAD, p. 115).
Vou citar alguns exemplos para esta meditação. Para quem não conhece a história destes homens de Deus e de tantos outros, sugiro a leitura de “O Livro dos Mártires, Rio de Janeiro, CPAD, John Fox”, para uma melhor compreensão do que estou querendo mostrar através deste texto.

O tempo em que a igreja ensinava a doutrina da mendicância (heresia).

Juan Wickliffe: um homem de Deus ou um homem rebelde? Convencido dos erros da igreja de Roma e da vileza de seus agentes monásticos, Wickliffe decidiu denunciá-los. Em conferências públicas, fustigava os seus vícios e se opunha à sua insensatez. Expôs uma variedade de abusos cometidos e encoberto pelas trevas da superstição. No princípio, desfez os prejuízos contra o povo e seguiu com avanços lentos; junto com as descrições metafísicas da época, mesclou opiniões teológicas aparentemente novas. As usurpações da corte de Roma eram um de seus temas favoritos. Em relação a estas, estendia-se com toda a força de seus argumentos e raciocínio lógico. Isso levantou às queixas do clero que, através do arcebispo de Canterbury, privou-lhe de seu cargo (O Livro dos Mártires, Rio de Janeiro, CPAD, p. 157).
Já mais tarde repreendeu o papa com toda autoridade e perguntou-lhe: “como ousais fazer do emblema de Cristo na cruz (que é o penhor da paz, da misericórdia e da caridade) uma bandeira que nos leve a matar homens cristãos, por amor a falsos sacerdotes e a oprimir a cristandade de um modo pior do que aquele pelo qual Cristo e os seus discípulos foram oprimidos pelos judeus? Quando o soberbo sacerdote de Roma concederá indulgências à humanidade, para que ela viva em paz e em caridade, como agora o faz para que lutem e matem-se entre si?” (O Livro dos Mártires, Rio de Janeiro, CPAD, p. 159, 160).
Juan Wickliffe, quando morreu, parecia já estar muito envelhecido. Por 41 anos deram descanso ao seu sepulcro quando, então, exumaram o seu corpo e reduziram-no a cinzas, lançadas ao rio. Apesar de terem exumado o seu corpo, queimado os seus ossos e jogado as cinzas ao rio, não puderam, contudo, queimar a Palavra de Deus e a verdade de seus ensinamentos, nem o fruto e o triunfo do mesmo (O Livro dos Mártires, Rio de Janeiro, CPAD, p.160).

Juan Huss foi considerado herege pela igreja por divulgar as doutrinas de Wickliffe e expor as Escrituras no próprio idioma do povo. Isto tirava toda a autoridade que a igreja de Roma tinha e que oprimia o povo.

Juan Huss um homem de Deus ou um homem rebelde? Adepto das doutrinas de Wickliffe se opôs ao decreto do arcebispo que, contudo, conseguiu uma bula do papa que o encarregava de impedir a dispersão das doutrinas de Wickliffe em sua província. Com este documento, o arcebispo condenou os escritos de Wickliffe e proibiu Juan Huss de pregar em qualquer congregação. Huss, juntamente com outros membros da Universidade, protestaram contra este procedimento, e apelaram contra a sentença do arcebispo. Enfim, mais tarde, Huss é convocado a comparecer diante do concílio para que se retratasse de seus ensinamentos que, para a igreja, eram heresias. Ele comparece ao concílio sem nenhum advogado, ou melhor, com Cristo sendo seu juiz. Pois dizia ele que “nele não há engano e nem poderia ser enganado por ninguém. E acaso alguém pode dar melhor ajuda do que ele aos pobres e oprimidos?”. Enquanto Juan Huss, com expressão devota e sóbria, falava e pronunciava estas palavras, era ridicularizado e escarnecido por todo o concílio. Então, lhe puseram uma mitra de papel, pintada com figuras de demônios em sua cabeça com a seguinte expressão: “Coroa de hereges”.
Colocado em uma estaca, com lenha até o seu pescoço na tentativa de convencê-lo a se retratar, Juan Huss disse: “não, jamais preguei alguma doutrina com más intenções e aquilo que ensinei com os meus lábios, agora selarei com o meu sangue”. Em seguida, disse ao carrasco: “Vais assar um ganso, porém dentro de um século surgirá um cisne que não poderão nem assar nem ferver (aproximadamente 100 anos depois surge MARTINHO LUTERO). Finalmente, colocaram fogo na lenha e Juan Huss cantou um hino com voz tão forte e alegre, que foi ouvido através do crepitar da lenha e do estrondo da multidão. Por fim, sua voz foi calada pela força das chamas, mas nunca poderá ser abolida da mente dos piedosos (O Livro dos Mártires, Rio de Janeiro, CPAD, p.165, 166).

O tempo em que a igreja vendia o perdão de Deus (heresia).

Martinho Lutero um homem de Deus ou um homem rebelde? Ao vasculhar a biblioteca encontrou acidentalmente uma cópia da Bíblia latina que jamais havia visto antes. Esta atraiu poderosamente a sua curiosidade; leu-a ansiosamente e sentiu-se atônito ao perceber que apenas uma pequena porção das Escrituras era ensinada ao povo (O Livro dos Mártires, Rio de Janeiro, CPAD, p.186).
Lutero descobre nas Sagradas Escrituras que o ser humano é justificado pela fé. Ao ler e comparar os ditos e os exemplos dos profetas e dos apóstolos, com uma contínua invocação a Deus e com a excitação da fé pelo poder da oração, deu-se conta desta doutrina com a maior evidência. Lutero vai a Roma e lá observa o papa e sua corte, observa as maneiras do clero, cujos modos precipitados, superficiais e ímpios de celebrar a missa foram severamente criticados por ele.
Em 1517, Leão X aprova a concessão de indulgências, com o fim de arrecadar dinheiro para a construção da catedral de São Pedro em Roma. Isso provocou muitos escândalos em Wittenberg, e inflamou o zelo de Lutero. Isso fez com que ele, então, pregasse as 95 teses contra as indulgências, nas quais desafiava qualquer um que se opusesse a elas (O Livro dos Mártires, Rio de Janeiro, CPAD, p.187).
Lutero é chamado para ir a Roma e lá, diante do imperador, lhe foi pedido que ele se humilhasse e se retratasse com a igreja de Roma, mas, a sua resposta foi a seguinte: “Considerando que vossa soberana majestade e vossos honoráveis demandais desejam uma resposta plena, isto digo e professo tão resolutamente quanto posso, sem dúvidas e nem sofisticações, que se não me convencerdes através do testemunho das Escrituras (pois não dou crédito nem ao papa e nem aos seus concílios gerais, que têm errado muitas vezes, e que têm sido contraditórios contra si mesmos), a minha consciência esta tão ligada e cativa destas Escrituras que são a Palavra de Deus, que não me retrato nem posso me retratar de absolutamente nada, considerando que não é piedoso nem legítimo fazer qualquer coisa que seja contrária à minha consciência. Aqui estou e nisto descanso: nada mais tenho a dizer. Que Deus tenha misericórdia de mim”.
Como Lutero não volta atrás quanto aos seus ensinamentos, a sentença do papa é considerar Lutero um membro separado da igreja, cismático e um herege obstinado e notório (O Livro dos Mártires, Rio de Janeiro, CPAD, p.191).

HOJE
O tempo em que se vendem bênçãos de Deus e que a igreja se tornou um clube onde, para você ser um membro, tem que pagar contribuições (heresias).

“Buscai, pois, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). A influência do mundo tem deixado as pessoas cegas quanto à vontade de Deus para suas vidas, pois, para você ser considerado alguém importante para a sociedade e até em certas igrejas você precisa “ter” e não “ser”. Você somente é tratado com cuidado, ou alguém mostra preocupação para com sua pessoa somente quando você “tem”.
O desejo que as pessoas têm em se tornar ricas é tão grande em nossa sociedade que a maioria nem pergunta se a maneira pela qual elas vão adquirir tais recursos é por meios corretos ou não. A sociedade de hoje quer as coisas para ontem. Então, quando se ouve um anúncio de prosperidade, todo mundo vai correndo para buscar a receita e através dela ter seu sonho realizado. Não estou querendo dizer que o crente deve se contentar com a pobreza, que ele deve se orgulhar de ser pobre; não, pelo contrário, a Bíblia diz “se alguém não quiser trabalhar, então não coma também” (2 Ts 3.10). Devemos sempre buscar o melhor para nós, pois creio que Deus quer o melhor para cada um de seus filhos.
O problema de hoje é que as pessoas correm mais atrás do dinheiro do que buscam a Deus, ficam colocando a culpa no diabo pelas coisas ruins que acontecem e repreendendo qualquer coisa que não seja do seu gosto. Se a nossa vida está nas mãos de Deus não temos o que temer, pois algo só pode acontecer se Deus permitir.
Olhamos para a vida e os sintomas da doença de Jó: feridas inflamadas, ulcerosas, 2.7; coceira contínua, 2.8; mudanças degenerativas na pele do rosto, provocando desfiguração, 2.12; perda do apetite, 3.23; medo e depressão, 3.25; feridas purulentas que se abrem, coçam, racham 7.5; vermes formados nas feridas, 7.5; dificuldade para respirar, 9.18; escurecimento da pálpebra, 16.16; mau hálito, 19.17; perda de peso, 19.20; dor lancinante e contínua, 30.27; febre alta com arrepios e descoloração da pele, ansiedade e diarréia, 30.30. A mulher de Jó lhe dá um conselho desesperado: “Querido, acabe com todo esse sofrimento, amaldiçoe a DEUS”. Mas Jó resiste e rejeita o conselho de sua esposa e diz: “Temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?”. Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios (2.10).
Em Romanos 8.28 Paulo diz: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a DEUS, daqueles que são chamados por seu decreto”.
Porque hoje é tão difícil termos o coração de Jó? Se soubermos que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, isso quer dizer que as coisas que consideramos ruim também cooperam, também são vontades permissivas de Deus. Nada melhor do que Mateus 6.33 para termos como promessa de Deus para nossa vida, a qual com certeza Jó também tinha, como é apontado no final de seu livro, onde temos o testemunho do que Deus fez na vida dele. Será que Deus não é capaz de fazer isso na nossa vida se colocarmos na prática Mateus 6.33? Não estou dizendo que, para você colocar o reino de Deus em primeiro lugar na sua vida, você deve estar todo dia na igreja. O estar todo dia na igreja não é sinal de que o reino de Deus está em primeiro lugar na vida de uma pessoa, mas sim, o colocar em prática a Palavra de Deus.
Dificilmente vemos hoje um ministro ou ministra de Cristo pregando sobre Mateus 10.8 onde Jesus diz: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”. Creio eu que, se alguém não está pregando este texto, é porque não é ministro ou ministra de Cristo. Pois Paulo diz em 1 Pedro 5.2-3: “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho”.
Quer saber se um ministro ou ministra está a serviço do dinheiro ou a serviço de Deus? Tira o seu salário ou simplesmente diminuo-o pela metade, se ele continuar cuidando do seu rebanho, é porque ele está a serviço de Deus, caso contrário, está a serviço do dinheiro. Se alguém quiser me questionar dizendo que o que ganha quase não dá para sustentar a família, eu pergunto a você “ministro ou ministra”: como um pai de família de sua igreja consegue sustentar a sua família com um salário mínimo? E você vai querer me dizer que não consegue sobreviver ganhando... além de casa e de ajuda de custos para os filhos, etc?
O mesmo método se usa também para saber se a pessoa que frequenta os cultos está ali porque ama a Deus ou está ali porque quer riqueza. Pare de pregar sobre prosperidade nos cultos e pregue sobre o compromisso do crente para com Cristo, e você verá realmente quem está ali por causa do dinheiro e quem está ali por causa de Cristo. Os que estão por causa de Cristo continuarão, mas os que estão ali por causa das bênçãos sumirão da igreja. Nosso objetivo ao ir para a igreja, além de comunhão com os irmãos é o de buscar o dono das bênçãos e não as bênçãos. Pois, quando se está com o dono das bênçãos, não precisamos de nada, ele nos dá tudo o que necessitamos (Mt 6.33).
Caros amigos e irmãos em Cristo, se a igreja de hoje está na situação em que vemos, não é por causa dos seus membros e, sim, por causa de seus ministros, pois é da boca de ministros e ministras que sai toda heresia que hoje está sendo pregada dentro das igrejas. E, pelo fato de muitos dos membros não ter muito conhecimento, acabam acreditando em tudo o que é dito por muitos “ministros e ministras”. Há também aqueles que estão obcecados pela riqueza que nem questionam tais ensinamentos.
Pergunto aos líderes e ministros das comunidades e a liderança nacional de cada instituição religiosa: o que você tem feito para que sua igreja ou instituição não seja vista como uma empresa, como um clube, como uma fonte de lucro? Ou você esta junto neste jogo sujo, sabe o que acontece, sabe da opressão que muitos membros passam, mas tem medo de se levantar contra, pois teme perder alguma coisa? Que tipo de ministro ou ministra você é?
É lamentável, mas igrejas que se dizem cristas estão fazendo membros tropeçarem porque funcionam como um clube, onde o membro tem que pagar para ter direito aos “benefícios” oferecidos pela mesma, e outras fazem seus membros tropeçarem porque tiraram tudo o que os mesmos têm, prometendo que em troca o dobro, mas no final o que eles ganham é uma barraca na rua. Lembramos do que Jesus disse em Mateus 18.6-7: “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!”.
Quantas pessoas você já fez abandonar a fé, ou quantas já saíram de sua igreja porque o que você valoriza é o dinheiro? Para onde você está levando a sua igreja? O que você tem feito com a igreja, com a instituição que Deus lhe colocou para cuidar?
Lembro das palavras de Lucas 12.48: “Mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado. Daquele há quem muito é dado, muito se lhe requererá; e há quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá”.
Não foi em vão que citei três personagens que deixaram marcas na história. Incentivo você a ler o “Livro dos Mártires”, pois sei que muitos poderão, inclusive, me chamar de rebelde, irão citar Romanos 13.1 – “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas” –, dizendo que eu não estou me sujeitando às autoridades e que assim não sou um praticante da Palavra de Deus. Bem, se eu sou rebelde, também o foram Juan Wickliffe, Juan Huss, Martinho Lutero, entre outros. Pois os mesmos também não foram submissos às suas autoridades eclesiásticas da época.
Podia parar por aqui, mas não quero fundamentar meus argumentos em qualquer outro livro, senão, nas Escrituras Sagradas.
Atos 5.28-29: “Não vos admoestamos expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens”.
Por que houve tantos mortos nas arenas dos Césares? Por que morreram tantos cristãos transformados em tochas vivas, para iluminar o caminho dos imperadores tiranos e cruéis? Por que milhares de cristãos, moços, velhos, mulheres e crianças morreram comidos por feras no Coliseu Romano? Por que milhares de servos de Deus se refugiaram nas montanhas e cavernas, tornando-se essas em sua última habitação nesse mundo? Por que milhares depuseram suas vidas como mártires, morrendo das mais desumanas formas, sim... por quê? Simplesmente porque não obedeceram aos “principados e potestades”.
Mais de 50 milhões de cristãos foram esquartejados, trucidados, queimados e sepultados vivos, no massacre de São Bartolomeu, na perseguição aos huguenotes, albigenses e outros fiéis da Europa, segundo o negro relato da História, na chamada “santa inquisição” da Idade Média. Esses irmãos preferiram obedecer a Deus em primeiro lugar. Parabéns para eles! Isso é cristianismo vivo e genuíno! Tiremos-lhe o chapéu! Nunca se indispuseram contra as autoridades constituídas, nunca se rebelaram nem criaram conflitos, simplesmente, não concordavam em negar o Mestre e, por isso, morreram, preservando seus pendores cristãos.
Gálatas 1.8-10: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? Ou procuro agradar aos homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo”.
Agora pergunto: Que evangelho é esse da prosperidade que se vê em muitas igrejas? Que evangelho é esse onde se tem que pagar para ser considerado um membro da igreja? Este não é o Evangelho de Jesus Cristo, este não é o Evangelho das Escrituras Sagradas, este não é o Evangelho que eu prego, e com este Evangelho eu não compactuo. Posso passar necessidade, posso até morar na rua, mas não aceito receber salário, casa e outros benefícios para pregar um evangelho que não é o de Jesus Cristo.
2 Timóteo 1.7: “Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”.
Minha oração é para que Deus levante homens e mulheres que não sejam covardes e amantes do dinheiro; peço que Deus levante homens e mulheres que amam o Evangelho e a causa de Cristo, que estão dispostos a sofrer pelo Evangelho como foram os apóstolos e depois os grandes reformadores.
O povo de Deus já está cansado de tais pregadores, ministros e ministras que só pensam em si mesmos. Deus conta com você para trazer o verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo para dentro das igrejas e curar tantos corações machucados por “pastores, ministros e ministras”.
Deus espera uma resposta sua.

Irio E. Genz

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CHAMADO DIVINO OU ESCOLHA PROFISSIONAL?

CHAMADO DIVINO OU ESCOLHA PROFISSIONAL?


Vivemos hoje em meio a um mercado religioso que, muitas vezes, as pessoas já não sabem mais diferenciar o sagrado do profano. São muitas as pessoas se autodenominando ministros e ministras do evangelho e muitas, também, as que se encontram desiludidas com o evangelho. Falar de igreja hoje é quase a mesma coisa que falar de empresa – o assunto principal vai ser dinheiro. O que podemos fazer para que o nome de Cristo ou a igreja de Cristo não seja afetada ainda mais por este mal do século?
Podemos pensar em três tipos de ministros ou ministras: os chamados por Deus, os apadrinhados por outros ministros e os que escolhem ser ministros ou ministras por profissão. Com certeza os três têm algo em comum: “pregar a palavra de Deus”. Gostaria de fazer uma avaliação de cada um dos tipos citados, o que não vem a ser um julgamento.


Ser ministro ou ministra por profissão

Olhando do ponto de vista financeiro, podemos afirmar que é um ótimo investimento fazer uma faculdade de Teologia e se tornar “um ministro ou ministra do evangelho”. O custo não se diferencia muito dos outros cursos oferecidos pelas faculdades. Já a oportunidade de trabalho, depois de formado, é muito maior para quem fez um curso de teologia do que para quem fez um curso de administração, por exemplo. As vantagens que muitas igrejas oferecem para os ministros e ministras nem se compara com o que uma empresa oferece para seus funcionários. E para piorar, quando uma igreja não admite um desses “ministros ou ministras”, eles têm a oportunidade de abrir uma própria igreja, o que vai tornar sua remuneração ainda maior.
Não podemos negar que muitos destes “ministros e ministras” realmente pregam o evangelho, levam pessoas ao encontro com Cristo. Talvez, não vivam o evangelho, mas o pregam. Pessoas realmente têm suas vidas transformadas por Cristo através destes “ministros e ministras”. Paulo fala a respeito disso em Fl 1.18: “Mas que importa? Contanto que, de toda maneira, ou por pretexto ou de verdade, Cristo seja anunciado, nisto me regozijo, sim, e me regozijarei; porque sei que isto me resultará em salvação, pela vossa súplica e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo”. Como verdadeiros cristãos não podemos impedir que tais “ministros e ministras” preguem a Cristo, mas podemos levantar a voz quando o evangelho esta sendo deturpado. Como diz certo ditado: “quando o bem se cala, o mal prevalece”.
Também não posso deixar de fazer uma avaliação dos ministros e ministras que já estão atuando, pois o estrago realizado em comunidades por parte de alguns também já é grande. Não sei se é por causa do comodismo, do seu bem-estar, ou se alguns já cansaram em sua caminhada de fé e acham que Deus não é mais capaz de mudar a vida de pessoas que por ele se deixam ser transformadas. Tenho observado em algumas comunidades, através de conversas com algumas pessoas, que a sua base de fé já não está mais na obra redentora de Cristo na cruz (sola gratia) ou nunca esteve. O sacrifício de Cristo na cruz já não é suficiente ou não é entendido como suficiente para a salvação do ser humano.
Neste caso, a igreja está em crise, deixou de ser cristã. Sabemos que o ministro ou ministra não é o detentor da verdade, ele também pode ser questionado pelos membros de sua igreja, mas claro, tendo uma fundamentação teológica para tal questionamento. Porém, o que percebo em algumas comunidades é que o relacionamento delas com alguns ministros e ministras se dá da mesma forma como entre patrão e empregado, onde a comunidade paga o ministro ou ministra para fazer aquilo que ela acha necessário, como por exemplo: para algumas comunidades o ministro é pago para fazer o batismo, a confirmação, o casamento, o sepultamento, etc. E como alguns ministros não sabem fazer outra coisa ou não querem fazer outra coisa. Além disso, se submetem à comunidade, deixando de exortar, de ensinar o evangelho de Cristo para não perder suas mordomias, seu ótimo salário. E, com isso, a comunidade que recebe o título de cristã causa mais escândalo com o nome de Cristo, pois frente a isso os de fora (os não-cristãos), nunca desejariam se tornar um cristão, vendo que aqueles que se dizem cristãos são piores que muitos que não têm igreja. Lembremos do que disse Gandhi: “Amo o cristianismo, mas odeio os cristãos, pois não vivem segundo os ensinamentos de Cristo”.
A ganância e o amor ao dinheiro estão corrompendo a igreja de Cristo, pois até os sacramentos já estão sendo comercializados em algumas comunidades. Já não se pergunta mais a respeito da fé concreta do membro, mas sim se pergunta se ele está em dia com suas contribuições. O que era graça agora está se tornando negócio. Precisamos lembrar as palavras de Lutero que diz que a igreja está em constante reforma, e fazer novamente uma varredura em toda heresia que já se instalou em nossas igrejas. Pois, quando a igreja já não faz diferença no mundo, ela já não é mais igreja.
Permanece a pergunta: que tipo de comunidade tenho sido, ou que tipo de ministro ou ministra eu tenho sido?

Os ministros e ministras apadrinhados
A amizade é uma das coisas mais lindas entre os seres humanos, mas como diz um ditado popular: “amigos, amigos, negócios a parte”.
Estamos falando de ministério, estamos lidando com as coisas de Deus, não podemos delegar cargo a um ministro ou ministra quando este não apresenta as exigências bíblicas para o mesmo, como nos aponta Tt 1.5-16 e tantas outras passagens bíblicas. Delegar ou não delegar cargo não é julgar ou excluir tal pessoa da comunidade, mas preservar o bom testemunho de Cristo diante do mundo. Novamente, a igreja tem falhado neste aspecto. Por amizade ou por pena, pessoas sem as exigências do evangelho estão ganhando o ministério. A ética e a moral já não contam para a incumbência de uma pessoa exercer o ministério. Ministros e ministras que causam escândalos numa comunidade, muitas vezes, são transferidos para outras comunidades justamente por terem “amigos” que os ajudam. Não se trata mais o problema, simplesmente, o mesmo é transferido para outro lugar e, com isso, quem sofre novamente é o corpo de Cristo.
Lembremos o que disse Martin Luther King: “O comunismo existe hoje por que o cristianismo não está sendo suficientemente cristão”. Acredito que não precisamos mais de outras palavras para rever o nosso cristianismo e o mundo de hoje.

Os ministros chamados por Deus
Deus chama todas as pessoas, cada uma para uma finalidade e distribui um ou mais dons para cada um para a edificação do corpo de Cristo (1 Co 12); alguns vão se tornar liderança na igreja, outros na política, uma vez que toda autoridade é constituída por Deus (Rm 13.1-7). Cada ser humano é chamado para fazer alguma coisa e ninguém é mais importante por ter um cargo mais elevado – todos são iguais perante os olhos de Deus. Ninguém deve se considerar indigno por fazer algo que aos olhos humanos não parece ser nada. Mas como aqui estamos tratando de ministros e ministras chamados por Deus, vamos para o que a Bíblia requer de um ministro ou ministra.
Em 1 Tm 3.1-13; 4.6-16; 5.17-25; 6.3-10; Tt 1.5-16; 1 Pe 5.1-4 temos qualidades ou exigências para um fiel ministro ou ministra do evangelho. Deus chama pessoas não segundo a sua aparência ou status social. Vejamos quem era Paulo: um romano que prendia cristãos e os açoitava. Hoje, diríamos que Paulo era um marginal, uma pessoa que merecia a morte e não a graça de Deus. Este mesmo homem foi chamado por Deus e aceitou tal chamado e, então, foi exercer o seu ministério. Deus não envia ninguém que anda com a vida torta. Nunca podemos olhar para o passado da pessoa, o que importa é como está a vida dela a partir do momento em que recebe a Cristo como seu Senhor e Salvador, pois qualquer pessoa que não vive o que prega, não tem autoridade nenhuma para ensinar.
Olhamos para as escrituras e para os ministros e ministras que presidem hoje: estes têm as qualidades de um ministro ou de uma ministra segundo os preceitos bíblicos? Caso a resposta é não, devem, então, deixar o ministério, pois não são aptos para isto. Novamente digo, não estamos julgando ou excluindo estes da igreja de Cristo. Simplesmente, tais pessoas, para exercerem um ministério, precisam das qualidades que a Bíblia ensina. Nenhuma empresa contrata uma pessoa para o cargo de administração se a pessoa não sabe administração, ou até a pessoa pode ser um ótimo administrador, mas se a empresa tem conhecimento do verdadeiro caráter e ética da mesma, ela não contrata tal pessoa. Se uma empresa age assim, nós da igreja não deveríamos pensar muito mais em nossas responsabilidades, em se tratando das coisas de Deus e do testemunho de Cristo?
Pensemos ainda neste texto do Pastor Leonard Ravenhil: “A maior vergonha de nossos dias é que a santidade que ensinamos é anulada pela impiedade de nosso modo de viver. Para fazer frente a esta geração ávida pelo pecado, só uma igreja ávida pela oração. Por que tarda o avivamento? A resposta é muito simples. Tarda porque muitos pregadores e evangelistas estão mais preocupados com dinheiro, fama e aceitação pessoal do que em levar os perdidos ao arrependimento. Quando há algo na Bíblia que as igrejas não gostam, elas o chamam de legalismo. Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros de hoje pregam, Ele nunca teria sido crucificado. A Igreja costumava ser um barco resgatando os que perecem. Agora, ela é um cruzeiro recrutando pessoas promissoras. Será que um marinheiro ficaria parado se ouvisse o clamor de um naufrago? Será que um médico permaneceria sentado comodamente, deixando seus pacientes morrerem? Será que um bombeiro, ao saber que alguém está perecendo no fogo, ficaria parado e não prestaria socorro? E você, conseguiria ficar à vontade em Sião vendo o mundo ao seu redor ser condenado? A estatura espiritual de um cristão é determinada pelas suas orações, quem não ora está se desviando. O púlpito pode ser uma vitrine onde o pregador exibe seus talentos, mas no aposento da oração não temos como dar um jeito de aparecer”.

Irio Edemar Genz

domingo, 25 de dezembro de 2011

2012

“Em toda a história, nunca uma data foi tão significativa para tantas culturas e religiões, tantos cientistas e governos. Um cataclisma global ocasiona o fim do mundo”. O dia é 21 de dezembro de 2012, data em que o calendário maia prediz que ocorrerá o final dos tempos, um evento dramatizado no filme “2012”, feito em Hollywood pelo diretor Roland Emmerich e lançado em novembro. O filme apresenta efeitos visuais fantásticos do cataclisma abatendo-se sobre a terra, mostrando o desabamento das construções mais destacadas do mundo – a Basílica de São Pedro em Roma, os arranha-céus de Nova Iorque, a estátua do Cristo Redentor no Rio – à medida que meteoros e inundações destroem a terra. O trailer começa com a pergunta: “Como os governos de nosso planeta conseguiriam preparar seis bilhões de pessoas para o fim do mundo?” Logo aparece a resposta: “Não conseguiriam”. De acordo com o filme “2012”, a Terra se fenderá ao meio, cumprindo uma antiga profecia.

A profecia em questão vem da antiga civilização maia na América Central, que produziu o famoso Calendário Maia. Os maias foram os únicos habitantes nativos das Américas a desenvolverem uma linguagem escrita. Eles também obtiveram progresso notável nas artes, na arquitetura, na matemática e na astronomia, chegando ao auge de seu desenvolvimento durante o período de 250 d.C. a 900 d.C. Por volta de 1200 d.C., a sociedade deles sofreu um colapso, por razões que podemos apenas supor. Quando os conquistadores espanhóis chegaram, os maias ainda ocupavam a região, e ainda falavam a língua maia, mas já não tinham conhecimento de muitas coisas que seus antepassados haviam criado.

Diego de Landa foi um padre católico-romano que visitou o México em 1561 e é tido como infame por ter destruído documentos e artefatos maias de valor incalculável. Embora Landa estivesse muito interessado na cultura maia, ele abominava determinados aspectos de suas práticas, particularmente os sacrifícios humanos. Em julho de 1562, quando evidências de sacrifícios humanos foram encontradas em uma caverna que continha estátuas sagradas dos maias, Landa ordenou a destruição de cinco mil ídolos. Ele decidiu que os livros dos maias também eram obra do Diabo e certificou-se de que fossem queimados, tendo restado apenas três livros. Conseqüentemente, foi perdida a maior parte do conhecimento e da história dos maias.

O livro mais importante dentre os que restaram é o chamado Códice de Dresden, que recebeu esse nome devido à cidade na Alemanha onde ficou depositado. É um livro estranho, escrito em hieróglifos, que ninguém foi capaz de entender até 1880. Nessa época, Ernst Forstemann, um estudioso alemão que trabalhava na mesma biblioteca em Dresden, conseguiu decifrar o códice do calendário maia. Ele descobriu que o códice continha tabelas astronômicas detalhadas, com cálculos indicando que o ano tinha 365,242 dias, e usava tabelas para predizer os solstícios e os equinócios, as órbitas dos planetas em nosso sistema solar e outros fenômenos celestiais.

Os maias haviam desenvolvido uma maneira extraordinariamente complexa (e muito precisa) de medir a passagem do tempo, que girava em torno de ciclos de 52 anos. No final de cada ciclo, eram realizadas cerimônias religiosas nas quais os sacerdotes executavam um sacrifício humano no topo de um vulcão extinto conhecido hoje como a Colina da Estrela, local situado em Iztapalapa, no México. O propósito era apaziguar os deuses para que eles não destruíssem o mundo com o final do ciclo. Os maias aguardavam pelo sinal que anunciaria a continuidade do mundo por outros 52 anos, que era a passagem da constelação de Plêiades pelo centro dos céus.

Os maias também possuíam um outro calendário, conhecido como o de “Contagem Longa”. O funcionamento dele é bastante complexo e vai além do escopo deste artigo. Na internet há informações em “Contagem Longa” na Wikipedia. A atual Contagem Longa teve início em 3114 a.C. Na mitologia maia, cada ciclo de Contagem Longa é uma era mundial na qual os deuses tentam criar criaturas piedosas e subservientes. A Primeira Era começou com a criação da Terra, que tinha sobre si vegetação e seres vivos. Infelizmente, como eles não possuíam a habilidade da fala, os pássaros e os animais eram incapazes de prestar honra aos deuses e foram destruídos. Na Segunda Era e na Terceira Era, os deuses criaram os humanos do barro e depois da madeira, mas estes também fracassaram em agradar os deuses e foram aniquilados. Estamos atualmente na Quarta Era, que é a Era Final, a era do ser humano moderno, completamente funcional.

A visão popular apresentada no filme de Roland Emmerich é que a presente era termina em 21 de dezembro de 2012. E o que vem depois? A interpretação dele é que o mundo acaba em fogo e em inundação.


Susan Milbrath, curadora de Arte e Arqueologia Latinoamericana do Museu de História Natural da Flórida, declarou: “Nós (a comunidade arqueológica) não temos nenhum registro nem conhecimento de que os maias pensassem que o mundo chegaria ao fim em 2012. Na foto, calendário maia.

Os eruditos questionam isso. Susan Milbrath, curadora de Arte e Arqueologia Latinoamericana do Museu de História Natural da Flórida, declarou: “Nós (a comunidade arqueológica) não temos nenhum registro nem conhecimento de que os maias pensassem que o mundo chegaria ao fim em 2012. Interpretar o dia 21 de dezembro de 2012 como o evento do juízo final é uma invencionice completa e uma oportunidade de ganhar dinheiro para muitas pessoas”. Algumas visões de espiritualidade alternativa baseadas no misticismo da Nova Era e na astrologia vêem a data como sendo um acontecimentos positivo em vez de ser o dia do juízo final: seria a transição da “Era de Peixes, violenta e escura” (i.e., esta era) para a Era de Aquário, “um milênio de amor e luz”.

Para ficar claro: eu não atribuiria nenhum significado à data de 21 de dezembro de 2012. Contudo, embora aceitando as objeções acadêmicas às interpretações populares sobre a cultura maia e deixando o misticismo da Nova Era de lado, o próprio fato de que o filme está sendo feito já diz algo sobre o mundo em que vivemos. As pessoas estão conscientes da possibilidade de que calamidades venham a se abater sobre nós – e Hollywood pegou essa deixa com uma série de filmes sobre catástrofes que estão para ser lançados. The Wall Street Journal, de 31 de julho de 2009, publicou um artigo intitulado “Hollywood Destrói o Mundo”, que dizia:

Uma enxurrada de histórias pós-apocalípticas segue agora em direção às telas de cinemas e de TV. O diretor Roland Emmerich já quase destruiu o mundo por três vezes. Desta vez ele tem a intenção de terminar o trabalho. Em seu filme “2012”, a terra se fende ao meio, cumprindo uma antiga profecia.

O artigo prossegue listando uma série de filmes que estão para ser lançados, sobre uma futura calamidade que destruirá a civilização e como um punhado de pessoas sobram e lutam em um mundo em ruínas buscando sobreviver: The Book of Eli [O Livro de Eli], Day One [O Primeiro Dia], The Colony [A Colônia], e The Road [A Estrada]. Ao apresentar motivos para isso, o artigo diz:

A maioria dos autores dessas histórias diz que está reagindo à ansiedade a respeito de ameaças reais em tempos incertos: os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, duas guerras dos EUA em países estrangeiros, pandemias múltiplas, uma crise financeira global e nova atenção a perigos ambientais. Roland Emmerich afirma: “Ando realmente muito pessimista atualmente”.

Logicamente que não é apenas em Hollywood que as pessoas estão falando sobre um cataclisma que está por vir, ou para destruir o mundo, ou para reformá-lo de forma a ficar irreconhecível. Os noticiários sobre Israel têm apresentado referências à Guerra de Gogue e Magogue, a profecia bíblica encontrada em Ezequiel 38-39 sobre a batalha dos últimos dias, na qual Deus resgatará Israel de uma invasão de nações hostis. Alguns israelenses acreditam que chegou a hora de construírem o Terceiro Templo, profetizado como algo que acontecerá nos “últimos dias” da história. O aiatolá Khamenei, do Irã, conclamou as nações muçulmanas ao redor do mundo para se unirem militarmente em resposta à iminente vinda do salvador messiânico do islã – o Mahdi. Os líderes muçulmanos radicais do Irã acreditam que o Mahdi irá surgir no final da era, proporcionando aos muçulmanos a derrota de Israel e do Ocidente, e que ele governará sobre todo o mundo. Os ambientalistas radicais dizem que o dia do juízo final está chegando rapidamente por causa do aquecimento global. Cristãos evangélicos, como eu, crêem que os acontecimentos globais estão se alinhando exatamente como Jesus Cristo e os profetas bíblicos disseram que aconteceria nos “últimos dias”.


De acordo com o filme “2012”, a Terra se fenderá ao meio, cumprindo uma antiga profecia.

O perigo das versões de Hollywood sobre o fim do mundo

Elas fazem com que as pessoas fiquem tão temerosas da calamidade vindoura que: (1) não vêem nenhuma saída, ou (2) tornam-se céticas com respeito à mensagem verdadeira das profecias bíblicas sobre os últimos dias. As versões múltiplas dos “cenários do fim do mundo” também significam que as pessoas podem colocar as profecias maias, os escritos de Nostradamus, ou as esperanças islâmicas com respeito ao Mahdi no mesmo nível que as profecias da Bíblia.

Ao mesmo tempo, muitas pessoas estão despertando para o fato de que o mundo está realmente ameaçado de desastres vindos de múltiplas frentes – a propagação de armas de destruição em massa, a ameaça de colapso econômico, a dependência do sistema mundial com relação ao petróleo que se extinguirá, a questão ambiental, o conflito no Oriente Médio, a violência e a ilegalidade que se tornam cada vez mais abundantes, a ruptura da vida familiar e a insegurança que milhões estão enfrentando como resultado de tudo isso. Esses fatores levam as pessoas a questionarem:

“Será que o mundo assim como o conhecemos está chegando ao fim?”

De acordo com as profecias bíblicas, está! Todos esses fatos, e outros mais, estão profetizados na Bíblia para acontecerem nos últimos dias desta era. Jesus disse que nos tempos finais, antes de Sua volta, haveria uma época de tamanha dificuldade que, se Deus não a tivesse abreviado, ninguém sobreviveria: “Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt 24.21-22).

Uma série de profecias do Antigo Testamento enfoca o conflito em torno de Jerusalém (Jl 3; Zc 12-14), e Jesus disse: “Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade [a palavra grega aqui é “aporia”, que significa “sem nenhuma saída”] por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem [i.e., Jesus] vindo numa nuvem, com poder e grande glória” (Lc 21.24-27).

No livro do Apocalipse, lemos sobre uma série de desastres que atingirão a terra, o que se ajusta perfeitamente com os problemas do mundo atual. Guerras mundiais e fomes causam mortes em massa (Ap 6.1-8). Árvores e pastagens são queimadas, os peixes do mar morrem como se algo como uma grande montanha fosse atirada ao mar (asteróide?), e águas doces se tornam impróprias para beber (Ap 8.7-11). Surge um regime ditatorial que força as pessoas a aceitarem uma marca e um número (666), sem os quais nada se pode comprar ou vender (Ap 13). Rios secam e as pessoas são afligidas com grande calor (Ap 16). A batalha final do Armagedon reúne os exércitos do mundo em Israel e fecha esta era com o retorno físico do Senhor Jesus Cristo à terra (Ap 16.16; Ap 19.11-21).


As pessoas estão conscientes da possibilidade de que calamidades venham a se abater sobre nós – e Hollywood pegou essa deixa com uma série de filmes sobre catástrofes que estão para ser lançados.

A Bíblia também nos dá grande esperança por causa da Segunda Vinda física do Senhor Jesus Cristo e do livramento de todos os que O recebem como Salvador e Senhor. O cinema-desastre termina sem nenhum sobrevivente, ou com um punhado de sobreviventes se debatendo em um planeta que está para morrer. Na Bíblia, os acontecimentos catastróficos dos últimos dias serão seguidos pelo retorno físico do Senhor Jesus com todos aqueles que colocaram sua confiança nEle. Os sobreviventes da Tribulação que aceitarem Jesus como Salvador viverão em uma terra restaurada durante 1000 anos (o Milênio), em cujo tempo Satanás será amarrado e incapaz de enganar as nações (Ap 20), haverá paz em todo o mundo (Is 2.1-4) e harmonia no mundo natural (Is 11). Este será o prelúdio para a eternidade, quando Deus criará novos céus e nova terra nos quais a justiça habitará (2 Pe 3.13).

O primeiro estágio nesse processo ocorrerá quando o Senhor vier e levar para estarem com Ele todos aqueles que crêem nEle. Não podemos saber exatamente quando isso acontecerá, mas precisamos estar prontos. Jesus disse: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mt 24.36). Paulo escreveu sobre o que acontecerá: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.16-17).

Esse acontecimento ocorrerá “como um ladrão de noite” (1 Ts 5.2), o que significa que acontecerá inesperadamente, sem aviso. Portanto, precisamos nos arrepender (afastar-nos) dos nossos pecados e aceitar Jesus como Salvador e Senhor de nossa vida. Se quiser ser salvo do julgamento de Deus, você deve confiar no Senhor Jesus, que morreu como sacrifício pelos nossos pecados e ressuscitou dentre os mortos para nos dar vida eterna: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). (Tony Pearce, Light for The Last Days - http://www.chamada.com.br)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Igreja x Política

...Para complicar as coisas, a História mostra que, quando os cristãos controlam as rédeas do poder, criam leis restritivas, lançam cruzadas contra os infiéis e perseguem seus hereges. Porém, quando governos seculares assumem o controle e começam a oprimir os cristãos, normalmente a igreja floresce. Philip Yancey do livro Alma Sobrevivente.

domingo, 4 de dezembro de 2011

O verdadeiro Pastor



Quem disse que Deus dorme no ponto? Ele tem uma mensagem toda especial para os pastores que andam em uma vida irregular diante dele, cometendo vários erros ministeriais, prejudicando a sua noiva, a igreja. O noivo vem, com toda a sua glória, e irá punir aqueles que afligiram e se aproveitaram de sua noiva. Estudemos as palavras do Senhor, através do profeta Ezequiel, em Ez. 34.1-10:
1) Pastores que apascentam a si mesmos:
 "Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?" (v. 2). O primeiro alerta do Senhor é contra aqueles pastores que pastoreiam apenas a si mesmos. Estão à frente de um ministério, mas não se preocupam com suas ovelhas. - Dizem não ter tempo pra aconselhamento. - Não participam de um evangelismo. - Não visitam os pobres e necessitados. - Não visitam os membros de sua igreja. - Somente se preocupam com sigo mesmos. Ai de vós, pastores egoístas. O Senhor te pergunta: Não deveriam estar apascentando as suas ovelhas?
2) Se enchem do dinheiro, e dos benefícios materiais da casa de Deus:
"Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas." (v.3). Estes pastores, são raças más. Ou se consertam ou vão para o inferno, lamento.Eles engordam com os bens da igreja. Vestem-se de lã, ou seja, dos melhores ternos, dos mais caros. Compram bens com o dinheiro da igreja, com o alto salário oferecido pelos humildes membros, mas não apascentam as ovelhas.Observe como Deus está preocupado com sua noiva. Ele mais uma vez repetiu, o pastor deve priorizar apascentar a igreja. Muitos pensam apenas no crescimento financeiro da igreja, que é importante concordo. A igreja se torna uma igreja rica, com poltronas confortáveis, ótimos instrumentos musicais, perfeita infra-estrutura... Mas não apascentam as ovelhas!
3) Tipos de ovelhas carentes, que os pastores devem estar voltados e atenciosos:
"As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza." (v. 4).
- Ovelhas fracas: "as fracas não fortalecestes" Muitas vezes alguns crentes se enfraquecem na fé, precisam de uma ajuda do mais forte, precisam de uma injeção de ânimo. O pastor tem unção e força para ministrar renovo, e até carregar no colo a ovelha enfraquecida.
No versículo acima Deus fala que os pastores infiéis esqueceram as ovelhas fracas, não as fortalecendo.
- Ovelhas doentes: "a doente não curastes" O crente doente precisa de cura; a cura espiritual e a cura física. O pastor deve estar atencioso e voltado para esse tipo de ovelhas. O doente espiritual precisa ser esclarecido, e liberto das chagas do mal. O doente físico, precisa ser ajudado pela igreja, até muitas vezes com remédios, se necessário. Não sejamos hipócritas. Precisamos cuidar das ovelhas doentes, conforme disse o profeta.
- Ovelhas quebradas: "A quebrada não ligastes:" Isso é profundo. Penso que o Espírito Santo pode usar de meios tremendos para quebrar (quebrantar) o coração da ovelha, mas é necessário uma ministração especial do pastor, para fazer essa pessoa apresentar o seu pecado, e arrependimento, diante de Deus. Quando o pastor deixa a ovelha de lado, muitas vezes ela se quebranta, mas não encontra coragem e força para prosseguir na caminhada, se consertando na presença de Deus.
- Ovelhas desgarradas: "a desgarrada não tornaste a trazer". Ao deixar as ovelhas abandonadas, muitas se chateiam, se escandalizam, e se afastam da casa de Deus, e até da presença de Deus. Se tornam ovelhas desgarradas, soltas; presas fáceis para Satanás. O pastor fiel deve trazê-la de volta, mas o pastor infiel, citado pelo profeta, não as trouxe de volta.Eu vi isso pessoalmente, e conheço muitas ovelhas desgarradas. Ai de vós pastores infiéis; descuidaram com a noiva do Cristo. Ele virá, com justiça e amor, porém punirá aos infiéis. Corrija-se! -
Ovelhas perdidas: "e a perdida não buscastes". A ovelha abandonada, maltratada ou ignorada, se perde. Fica sem direção. Conhecemos a parábola bíblica, das 100 ovelhas. O pastor fiel deixa as 99 em lugar seguro, e corre em busta da única ovelha que está perdida. Deus é individualista, e quer salvar um por um. O pastor infiel não buscou a ovelha perdida, mas Deus nos dá um bom exemplo. Ovelha perdida, para Ele, é prioridade.
4) Pastores infiéis dominam com rigor e dureza:
No final do versículo 4, o profeta de Deus diz que o pastor infiel domina suas ovelhas com RIGOR e DUREZA. Não age com amor, mas prioriza a doutrina. Não age com carinho, mas prioriza a punição. É jugo pesado, é fardo cansativo. A ovelha não suporta tal agressividade. Vi um dia na televisão, a cena de um pastor andando de Jet Ski, em uma mini praia, dentro de sua casa. Achei muito legal, tive até vontade de mergulhar; só tem um problema. Este pastor, é o mesmo que proíbe que suas ovelhas nadem em piscinas, vejam televisão, e usem roupas de praia. Certamente este está engordando com a gordura do templo, mas não apascenta as ovelhas!
5) As ovelhas acabam se espalhando, tornando-se prezas para Satanás e seus demônios:
"Assim se espalharam, por não haver pastor, e tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam." (v. 5). Observe o versículo acima. As ovelhas cansaram deste destrato, jugo pesado; e se espalharam. Conseqüência disso se tornaram pasto para as "feras do campo". Entendemos claramente, que da mesma forma que os crentes são considerados ovelhas, os demônios são as feras do campo. Eles estão ao nosso derredor, buscando a quem possa tragar. Ovelhas abandonadas, vão para o mundo. No mundo, o diabo as pega. Ele não quer mais oferecer propostas ao crente desviado. Ele quer destruir, matar. Ele sabe que a ovelha perdida conhece a verdade, e jamais poderá ser uma "serva do diabo". Por isso ele coloca enfermidades, provas, lutas, etc. Esta ovelha, por estar enfraquecida espiritualmente, em crise, magoada, chateada, escandalizada...
 Torna-se isca fácil para o diabo. O sangue de JESUS tem poder! Mais uma vez, Deus reclama o descuido com suas ovelhas: "As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem perguntasse por elas, nem quem as buscasse." (v. 6).Observe, que há crente afastado em todos os montes, todo alto outeiro. Monte parece refúgio. Tudo indica que esse crente está refugiado, está bem, até dentro da igreja. Mas há tempos estão desgarrados. Como diria uma música gospel: "estão perdidos na casa do pai". Ninguém as buscou!!!!!!
6) Deus não dorme no ponto. EIS A SUA JUSTIÇA contra os pastores infiéis:
"Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que, porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas; e os pastores apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas ovelhas; Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos demandarei as minhas ovelhas, e eles deixarão de apascentar as ovelhas; os pastores não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e não lhes servirão mais de pasto." (versículos 7-10) Assim disse o Senhor! Não preciso falar mais nada
Pr. Ricardo Ribeiro