segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Deus é Mãe?




Texto fora do contexto é pretexto para heresia!

Muitas vezes, na Bíblia, Deus é "comparado", vejam bem, comparado como uma mãe, como um leão, como um leopardo como uma ursa, uma galinha, etc. Sair deste parâmetro  que a Bíblia nos coloca é deturpar a teologia cristã.
Vamos ver alguns exemplos. Pergunto:
Deus é um leão, um leopardo, uma ursa ou o autor está usando uma metáfora para dizer algo?
Oséias 13:7,8 Serei, pois, para eles como leão; como leopardo espiarei no caminho.
Como ursa roubada dos seus filhos, os encontrarei, e lhes romperei as teias do seu coração, e como leão ali os devorarei; as feras do campo os despedaçarão.

Jesus é uma galinha ou ele está usando uma metáfora para dizer que cuida dos seus filhos como uma galinha ajunta os seus pintinhos?
Mateus 23.37 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!
Deus é uma mãe? Ou o autor está usando o exemplo do amor de mãe para mostrar que ele não esquece de seus filhos, por mais que muitas vezes uma mãe esquece de seu filho, ele nunca esquecerá?
Isaias 49.15  "Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você!
Esses são apenas alguns exemplos. Podemos pegar todos os outros exemplos e fazer a mesma pergunta: A Bíblia afirma que Deus é mãe ou está usando uma metáfora  para falar de mãe?
Veja na bíblia como Jesus se refere a Deus. Se Deus fosse uma mãe ele iria chamar Deus de mãe também, não somente de Pai.
Não vou fazer uma dissertação, pois a maioria não lê textos longos. Acredito que isso já nos ajuda muito sobre esta reflexão. Sei que muitos irão se precipitar e dizer que estou defendendo aqui um machismo. Não estou, somente estou afirmando que Deus é chamado de Pai, nada mais. Supor que Deus é isso ou aquilo é fruto da imaginação humana. Não fomos chamados para formular uma doutrina a partir da imaginação humana, mas a partir da Palavra de Deus. Portanto, cabe a nós o cuidado para não afirmarmos o que a Bíblia não afirma.
Se Deus quisesse ser chamado de mãe, creio que ele teria usado um homem para Jesus vir ao mundo!
Dizer que Deus cuida de um filho como uma mãe, isso não é heresia, mas dizer que Deus é mãe é passar dos limites.
Se não tomarmos esse cuidado vamos ter, em pouco tempo dentro das nossas igrejas, a invocação de Deus Pai, mãe, galinha, urso, leopardo, leão, etc., sem contar o que irão acrescentar ao Filho e ao Espírito Santo.

                                                        Irio Edemar Genz

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Você já recebeu o convite para as bodas do filho do Rei?



Mateus 22.1-14
Temos aqui uma parábola que relata as coisas concernentes ao reino dos céus. O que ela tem para nos ensinar?
Deus preparou um banquete para o casamento de seu Filho. E como já é de costume, sempre se convida outros para participarem da festa de casamento. Naquela época se mandava um convite inicial e outro na hora em que tudo já estava preparado. Mas percebemos que, na primeira investida, as pessoas já rejeitam o convite, já demonstram ingratidão a Deus. Mas Deus não desiste, uma vez que tudo já está preparado. Deus manda novamente o convite e, novamente, as pessoas o rejeitam, pois estão mais preocupadas com seus trabalhos e negócios do que em participar da festa de casamento do Filho de Deus. Além disso, alguns convidados agarram os servos, os maltratam e matam alguns deles. Então, o Rei manda seu exército, o qual destrói aqueles assassinos e queima a cidade deles.
Segundo alguns teólogos, esse texto até o v.7 se refere ao tempo em que Jerusalém foi destruída (70 d.C.). Acredito que, independente da época a que se refere a passagem, o que precisamos levar em conta é de que o convite foi feito, mas foi rejeitado. E isso já diz muita coisa para nós.
Contudo, a partir do v.8 vemos o convite sendo estendido para todos, para pessoas boas e para gente má. E, diante disso, vemos que a sala do banquete ficou cheia de convidados. Mas, no momento em que o Rei entra na sala, ele vê que ali há um homem que não está com a veste nupcial e, por isso, ordena que este seja jogado para fora da festa. Aqui precisamos lembrar que, naquela época, o Rei dava uma roupa (veste) que seus convidados deveriam usar no dia da festa. A roupa de casamento era providenciada pelo anfitrião para que todos estivessem vestidos adequadamente e para que os pobres não se sentissem desprezados. Ou seja, todos na festa tinham a mesma roupa. É por isso que o Rei conseguiu identificar logo quem estava sem a veste nupcial. Provavelmente, essa pessoa era uma convidada, mas preferiu não colocar a veste nupcial, e exatamente por isso ela foi lançada para fora da festa.
O convite ainda está sendo feito. Deus continua enviando os seus servos por toda a terra convidando a todos para as bodas do banquete de casamento de seu Filho.
Você já recebeu o convite? Já o aceitou ou rejeitou? Se aceitar lembre-se: é o Rei que dá a veste nupcial para você entrar na festa, sem essa roupa você não poderá participar da festa. 
Esta veste nupcial hoje representa a fé na graça de Deus, representa a fé no sacrifício de Cristo na cruz por nós, representa a fé na morte e ressureição de Cristo, representa a fé na segunda vinda de Cristo, representa a fé na vida eterna, dada pela graça por meio de Jesus Cristo.  Portanto, o convite está sendo dado e a veste nupcial também, você somente precisa aceitar o convite e vestir a roupa que o Rei providenciou, caso contrário, será lançado fora da festa. Ninguém com as suas próprias roupas (bondade, justiça, amor, boas obras, religiosidade, etc.) ficará na festa, é preciso a veste nupcial que é dada somente pelo Rei.
Todos os chamados poderão vir à festa, mas somente os que estiverem vestidos com a veste nupcial é que permanecerão nas bodas de casamento do Filho de Deus. Não rejeite o convite do próprio Deus, deixe seu trabalho de lado, seus afazeres e venha participar da festa que ele está oferecendo. Não queira usar na festa a roupa que você mesmo escolheu, vista a que Ele lhe deu e, assim, você poderá festejar com o próprio Deus. Lembre-se: somente com a veste nupcial você permanecerá na festa, caso contrário, será lançado nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes.
Deus manda o convite e a veste nupcial, precisamos somente aceitar o convite e vestir a roupa. É difícil recebermos um convite para uma festa e, além disso, recebermos a roupa também. Mas Deus é um Deus de amor e quer que todos participemos da festa. Deus não quer que ninguém se sinta desprezado ou humilhado, por isso a roupa é a mesma para todos. Mas Deus é um Deus de justiça também, ele não aceitará ninguém que venha com sua própria roupa. Portanto, não teimamos em entrar com nossas próprias roupas! Como já foi dito, Deus é um Deus de amor, mas também é um Deus justo. Se você insistir em ir com sua própria roupa pode ter a certeza de que será jogado para fora da festa. Portanto, seja humilde e vá com a veste nupcial que o próprio Rei está lhe oferecendo, assim você poderá ficar e desfrutar da festa do Cordeiro de Deus.
                                                                               Irio Edemar Genz

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Os religiosos também precisam se converter.



Mateus 21:28-32: O que acham? Havia um homem que tinha dois filhos. Chegando ao primeiro, disse: ‘Filho, vá trabalhar hoje na vinha’. E este respondeu: ‘Não quero!’. Mas depois mudou de ideia e foi. "O pai chegou ao outro filho e disse a mesma coisa. Ele respondeu: ‘Sim, senhor!’. Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? O primeiro, responderam eles. Jesus lhes disse: Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus. Porque João veio para lhes mostrar o caminho da justiça, e vocês não creram nele, mas os publicanos e as prostitutas creram. E, mesmo depois de verem isso, vocês não se arrependeram nem creram nele.

Jesus, ao contar essa parábola aos sacerdotes e líderes religiosos de sua época, o faz quase que na forma de um desenho para que eles possam entender – já que é tão difícil de eles compreenderem a sua mensagem, diríamos que Jesus resolveu desenhar.  E Jesus ao “desenhar” faz com que eles mesmos deem a resposta que não queriam reconhecer.

Antes de Jesus contar essa parábola – bem como, as demais que seguem – podemos perceber que os líderes religiosos e os sacerdotes já tinham provas suficientes para acreditar que Jesus era o Messias. O problema é que eles queriam um Messias diferente, queriam um líder político, um líder terreno, talvez, um líder que nascesse em berço de ouro. Mas Jesus vem de um berço humilde, vem anunciar um reino que não é terreno – totalmente o oposto do que eles esperavam.
Os profetas deram testemunho do Messias. João Batista veio para confirmar que Jesus Cristo é o Messias, mas mesmo assim os sacerdotes e líderes religiosos não acreditam que Cristo é o Messias, o Salvador. Somente no capítulo 21 do evangelho de Mateus temos seis citações (profecias) que foram feitas pelos profetas e vemos as multidões reconhecendo elas se cumprindo em Cristo. Até as crianças reconhecem, mas os líderes religiosos não querem reconhecer. Os que mais conhecem a letra da Torá se mostram ser aqueles que mais têm dificuldade de reconhecer que Cristo é o Messias. Eles têm um monte de provas para reconhecer que o que Cristo faz é de Deus, é poder de Deus, mas vemos que simplesmente eles não querem aceitar isso.
Já na primeira pergunta que Jesus faz a eles no v. 25 – de onde era o batismo de João? Do céu ou dos homens? –, vemos que eles já sabiam a resposta, mas não queriam aceitar, reconhecer Cristo como o Messias. Por outro lado, eles também não queriam declarar que Cristo não era o Messias, pois temiam a reação do povo. Parece-me que os líderes daquela época não tinham muito a convicção de que estavam fazendo a vontade de Deus, então, preferiam ficar neutros. Assim, não corriam o risco de ser ridicularizados pelo povo que realmente acreditava que Cristo era o Messias. Vemos, portanto, os líderes se mantendo neutros: por um lado, para não reconhecer a verdade e, talvez por outro, para manter o seu status diante do povo. Uma situação que me parece não estar muito longe de nós hoje.
Contudo, como foi dito no início, Jesus precisa “desenhar” para que os líderes religiosos entendam. Por isso, ele conta uma parábola tão simples que qualquer criança seria capaz de entender. E parece que, realmente, os líderes só vão entender a parábola ao darem eles mesmos a resposta.  Mas, se olharmos mais à frente veremos que, mesmo assim, eles continuam imersos em sua arrogância e prepotência. Realmente, eles não querem aceitar que Cristo é o Messias, que o que Cristo faz, o faz pela mão poderosa de Deus.
E Jesus termina a parábola dizendo que os publicanos e as prostitutas entrarão no reino de Deus muito antes que eles, pois os publicanos e as prostitutas ao ouvirem a mensagem de João estavam se arrependendo de seus pecados e reconhecendo que Cristo era o Messias ao passo que eles, grandes líderes religiosos relutavam em aceitar e se arrepender de seus pecados, mesmo diante de tantos sinais apresentados frente aos seus olhos.
Assim como naquela época os líderes religiosos queriam interpretar a Torá a sua maneira, hoje muitos também querem interpretar as Escrituras dessa forma. Aqueles líderes criaram um Messias em sua cabeça, um Messias terreno, sobre o qual a Torá nunca se referiu e, com isso, criaram um problema para si mesmos. E hoje não é muito diferente. Existem líderes que já criaram um Jesus somente profeta, outros criaram um Jesus somente histórico, outros criaram um Jesus legalista, outros criaram um Jesus liberal, etc., e assim, acabam não entendendo nem aceitando mais o Jesus Salvador, o Jesus que está claramente descrito nas Sagradas Escrituras.
Da mesma forma, continuamos vendo prostitutas e vários outros pecadores tendo suas vidas transformadas ao passo que “religiosos” preferem ficar procurando um Jesus que se encaixe eu seu padrão de pensamento do que reconhecer que, esse Jesus descrito nas Sagradas Escrituras, é o verdadeiro Messias, o verdadeiro Salvador. Enquanto muitas pessoas simples e iletradas como Pedro são poderosamente usadas nas mãos de Deus, muitas pessoas versadas são completamente reprovadas por Jesus Cristo (Mt 23. 13-33). Mas, em meio a essas serpentes, raça de víboras, Jesus também envia sábios e escribas (Mt 23.34).
Qual dos dois filhos fez a vontade do Pai? Responderam eles: o primeiro, aquele que disse não, mas depois se arrependeu e foi. Portanto, de nada adianta alguém dizer que vai fazer, mas depois não o faz – e isso parece-me que tem sido a atitude de muitos religiosos.
Que possamos ser como o primeiro filho, como os publicanos e as prostitutas que realmente creem e se arrependem dos seus pecados e que não ficam procurando um argumento na lei (ou seja, na Torá, nas Escrituras Sagradas) para condenar o Salvador ou tentar encontrar um Salvador segundo a sua consciência procura. Que possamos aceitar este Jesus descrito nas Sagradas Escrituras, o qual se revela a nós através da Palavra de Deus pela ação do Espírito Santo até mesmo para pessoas que nem sabem ler.
                                                                          
                                                                                             Irio Edemar Genz